Cascalheira do Morro Grande, uma PREOCUPAÇÃO!

 

Há muitos moradores próximos a região da cascalheira do Morro Grande que estão apavorados com a enorme cratera aberta no local e temem pela possibilidade de um desastre ecológico caso a exploração não seja contida.

 

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Reiteradamente esse assunto tem vindo à baila na mídia, e nas últimas semanas algumas pessoas me trouxeram novamente essa preocupação.

 

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Soube que, a geóloga Raquel Valério de Souza, do CAV/Udesc, e conselheira da Defesa Civil, recém concluiu estudo sobre o impacto ambiental de toda a área do morro e uma das situações colocadas seria com relação ao reflorestamento com pinheiro americano existente no topo do Morro da Cruz.

 

Isso porque, sua raiz é muito profunda e tende a expandir a rocha. Portanto é um fato a ser observado pelas autoridades responsáveis pela fiscalização.

“Faz tempo que estão dizendo que o morro vai cair”

lembra o secretário do Meio Ambiente, Mushue Hampel, e reconhece que

“não pode haver exploração sem degradação”,

mas ele lembra que desde 2013, o Ministério Público vem tratando da questão através do promotor Renée Braga.

 

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Nessa época foi solicitado à empresa que explora o local um projeto de recuperação e pelo que consta, estaria sendo seguido.

 

Fatma diz que está tudo em ordem

 

A responsabilidade pela fiscalização é da Fatma, e o gerente regional, Willy Brunn Filho, todas as vezes que questionado, tem reiterado que legalmente não há nada a fazer porque a empresa está cumprindo com as exigências.

O próprio secretário Hampel observa que a empresa apresentou 11 ARTs – Anotação de Responsabilidade Técnica -, assinado por engenheiros da área que lhes dão o aval para continuar a exploração.

 

Está em processo de recuperação, diz secretário

 

Ocorre que essa cascalheira é muito antiga, e antes não havia muita, ou nenhuma, fiscalização. Com o tempo formou-se uma cratera de 70 metros de profundidade entre a base do morro até o ponto mais alto no Morro da Cruz.

Agora, para que seja feita a recuperação, será necessário fazer patamares, com degraus de 15 metros de altura e cinco a seis de largura, espécies de taludes. Mas, para fazer esses taludes é preciso tirar pedra e, só conseguem obtê-la, cavando. Só ao final desse processo é que se fará a recomposição da sua vegetação. Segundo consta, tudo isso está previsto nesse plano de recuperação.

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