Região serrana é a que tem o menor índice de escolaridade de SC

 

Ao receber os novos diretores das escolas estaduais eleitos no ano passado, para dar início ao ano letivo, o gerente de Educação, Humberto Aloísio de Oliveira, colocou sobre os novos desafios para que realizem uma gestão participativa.

Um desses desafios é fazer com que os pais participem mais da vida escolar, como forma até de melhorar o desempenho do próprio estudante.

 

 

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Há o entendimento de que com essa participação é possível, escola e família, falar a mesma linguagem e resgatar os valores morais que foram perdidos ao longo das últimas décadas.

Segundo Humberto, há exemplos de escolas em que é bastante forte a participação dos pais, e os resultados são altamente positivos, como é o caso da própria Escola Agrícola Caetano Costa, da qual ele foi diretor.

É um desafio grande, porque como mostra o censo nacional realizado em 2010, a região serrana é a que tem o menor índice de escolaridade de SC.

Isso porque muitos desses pais mal aprenderam a ler e escrever. Os adolescentes de hoje têm uma escolaridade bem superior a seus pais, mas esse saldo da geração anterior continua nos mantendo em índice muito baixos no censo geral.

Há campanhas para fazer com que os adultos voltem à escola, tanto que o CEJA – Centro de Educação de Jovens e Adultos – contava o ano passado com quatro mil alunos.

A campanha a qual a Gered dará ênfase, objetivando trazer os pais para a escola, é colocada também como estratégia de forma a interferir nesses índices.

E mudar a realidade colocada hoje de que “a escola está agindo como cuidadora de crianças”, diz Humberto, uma vez que os pais acabam transferindo toda a responsabilidade da educação à ela.

 

Mas pergunto?

 

Mas, numa sociedade marcada pela desestruturação familiar, onde os pais não conseguem controlar os filhos, onde tudo é permitido e qualquer forma de controle condenável, fica difícil fazer com que sigam padrões de comportamento ou morais. Realmente é preciso que todos voltem para a escola e refaçamos uma sociedade diferente. Pois é sabido que a educação, além de um direito fundamental, é também o que determina o destino de uma nação e a qualidade de seu cidadão.

 

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