O vai e vem das decisões

São 1.294 pessoas que, apostando em uma carreira, fizeram o concurso, passaram e, desde julho do ano passado, estão à mercê do vai e vem das decisões do governo, que, por três vezes já mudou a data da chamada para que comecem a preparação para serem incorporadas à Polícia Militar, Polícia Civil e IGP.

 

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Pelo que sei, alguns até passam por dificuldades pois, como já era para serem contratados em julho do ano passado, deixaram suas atividades e desde então aguardam o chamamento.

Na semana passada, o governo anunciava que metade dos concursados seria chamada em março. Mas, ontem, durante a reunião do colegiado, a equipe administrativa estadual, entendeu que o melhor seria fazer isso em uma única vez, em 1º de junho.

 

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Obviamente que o governo explicou a razão da medida.

Uma delas é o impacto na folha (mais R$ 8 milhões), já no limite legal permitido. O outro é a mudança do sistema previdenciário do servidor (até lá já entrariam no novo regime) e, finalmente, teria um único gasto na preparação desses profissionais.

Desses concursados, 658 serão incorporados ao contingente da Polícia Militar.

Se não bastasse a questão da expectativa e, até às necessidades pelas quais passam tais pessoas que vão ficar um ano sem salários, nesse tempo vemos reduzido cada vez mais o contingente da corporação.

A ponto de, a grande maioria dos pequenos municípios, contar com apenas um policial de plantão.

Está sendo a grande preocupação dos prefeitos, pois o número de policiais cai a cada dia, no reverso do aumento da criminalidade, que hoje chega ao campo, como já nos sinalizou o episódio da chacina na localidade de Fundo do Campo.

Segurança também tem de ser prioridade do governo. Mesmo que para isso tenha de reduzir o tamanho da máquina, na sua área administrativa, sobretudo enxugando os gastos com comissionados, para aumentar o investimento em segurança.

Pois, convenhamos que, a pretendida economia com a redução das estruturas das agora ADRs, foi muito mais retórica que prática. Pois o que significa uma economia de R$ 5 milhões na despesa das 35 ADRs, se o custo de sua manutenção é superior a R$ 400 milhões?

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