Madeira nativa armazenada de forma irregular no Cerrito

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio do Comando de Polícia Militar Ambiental (CPMA), constatou na segunda-feira, 6, na localidade de Canta Galo, interior de São José do Cerrito, o armazenamento irregular de madeira nativa de pinheiro-brasileiro.

No local, os policiais fizeram contato com o proprietário da área, que confirmou a existência de madeira nativa armazenada de forma irregular em um galpão da propriedade, indicando voluntariamente o local. Durante a vistoria, a guarnição realizou o registro fotográfico e a medição do material, totalizando 3,57 m³ de madeira serrada de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia)

Operação Mensageiro: MPSC firma acordos com investigados para ressarcir mais de R$ 8 milhões ao município de Lages

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) firmou os primeiros acordos de não persecução cível (ANPC) e de leniência na Operação Mensageiro. Com os acordos, firmados com a empresa e nove pessoas físicas ligadas a ela, envolvidos no esquema criminoso, o Município de Lages deverá ser ressarcido em R$ 8.105.435,39. Os acordos não alcançam os agentes públicos investigados, contra os quais foi ajuizada ação cível por ato de improbidade administrativa nesta quinta-feira (18/3). 

Participaram do ato de assinatura os Promotores de Justiça Juliana Degraf Mendes e Renato Maia de Faria, que integram a força-tarefa da Operação Mensageiro instituída pela Procuradoria-Geral de Justiça, o Promotor de Justiça titular da 5ª Promotoria de Justiça de Lages, Jean Pierre Campos, a Prefeita Municipal de Lages, a Procuradora-Geral, a Auditora-Geral do Município de Lages e a Diretora-Presidente da SEMASA, além da empresa e pessoas físicas investigadas. Os acordos seguem para homologação do Conselho Superior do Ministério Público e, em seguida, do Poder Judiciário.  

Para os Promotores de Justiça da força-tarefa, “a devolução dos valores desviados aos cofres públicos marca um resultado concreto e significativo no enfrentamento à corrupção. Mais do que a conclusão de um processo investigativo, esse desfecho representa a efetiva realização de direitos fundamentais da sociedade. É a prova de que, quando Ministério Público, Judiciário e Executivo atuam de forma integrada e comprometida, é possível transformar apuração em resultado e garantir que os recursos públicos retornem a quem de fato pertencem: o povo”.   

Além de firmar os acordos, nesta semana a 5ª Promotoria de Justiça de Lages ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra os agentes públicos de Lages envolvidos nos fatos apurados. Na ação, o Ministério Público aponta que a conduta dos investigados foi dolosa e requer a responsabilização deles nos termos dos artigos 9 º e 11 da Lei n. 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), que preveem como sanções a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios dele por até 14 anos.  

Ainda, de forma cumulativa, na ação foi requerida a condenação dos agentes públicos ao pagamento de danos morais coletivos, no montante de R$ 3.246.343,48, pela extensão e gravidade das condutas praticadas.

Responsabilização criminal 

Os acordos não afastam a responsabilização criminal de agentes públicos e particulares. Em 2025, pelos fatos investigados em Lages, três ex-agentes políticos – um deles então com prerrogativa de foro – foram condenados por integrar organização criminosa e por corrupção passiva pela 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As penas foram de nove anos e oito meses de prisão para um e de 24 anos e um mês para cada um dos outros dois. Outras seis pessoas, ligadas ao núcleo empresarial do esquema, foram condenadas pelo crime de corrupção ativa, com penas que variam de sete anos e 10 meses a 12 anos e sete meses de prisão.

A Operação Mensageiro 

A maior operação contra a corrupção já realizada em Santa Catarina completou três anos em dezembro de 2025. Em dezembro de 2022, a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC deflagrou a primeira fase da Operação Mensageiro, em uma investigação que contou com a atuação coordenada do GEAC e do GAECO. Em agosto de 2025, a Operação Mensageiro chegou à sua sexta fase, com a prisão preventiva de empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas e o cumprimento de medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.     

Acompanhe essa reportagem sobre o caso:

Vídeo sobre o esquema de propina em Lages

https://www.youtube.com/watch?v=xIUovzRU5YQ

Vereador pede que a Câmara repudie comentário intimidatório feito virtualmente

Requerimento protocolado na Câmara de Vereadores, pelo vereador Jonata Mendes formaliza uma denúncia contra um comentário violento e intimidatório direcionado ao parlamentar em ambiente virtual.

Após a divulgação de um projeto de lei do vereador em um blog local, um usuário identificado como “Névio S. Fernandes Filho” publicou um comentário em 27 de março de 2026. O comentário sugeria práticas cruéis como “pena de morte”, “guilhotina” ou “cortar as mãos” para quem pede votos em esquinas com cartazes — uma marca registrada das campanhas eleitorais de Jonata Mendes em 2022 e 2024. O vereador argumenta que a manifestação extrapola a liberdade de expressão e a crítica política, configurando violência política, intimidação e potencial crime.

Jonata está solicitando o conhecimento formal dos fatos pela Mesa Diretora. Faça encaminhamento à Procuradoria Jurídica da Câmara para avaliar medidas legais cabíveis e registre repúdio institucional e avaliação da conveniência de publicar uma nota oficial contra a violência política e em defesa do debate democrático.

O vereador informou que já foi lavrado um boletim de ocorrência para apuração da autoria e preservação de provas digitais.

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Há que se questionar sobre o convite da Acil

Chama atenção o convite público divulgado pela Associação Empresarial de Lages para uma reunião sobre o cenário político e econômico com o deputado federal Gilson Marques, do partido Novo.
A proposta, segundo a entidade, é promover um momento de reflexão sobre os rumos do país e seus impactos no ambiente de negócios.
A iniciativa, no entanto, abre espaço para uma leitura política inevitável. Ao trazer um parlamentar de fora da região, pode haver uma interpretação não apenas como um debate institucional, mas também como uma oportunidade de projeção política, especialmente em um contexto pré-eleitoral cada vez mais antecipado. É legítimo que lideranças busquem ampliar sua presença e dialogar com diferentes públicos. Por outro lado, cabe ponderar sobre o papel das entidades locais nesse processo.
Historicamente, a região já vivenciou períodos de dependência de representantes externos, o que muitas vezes resultou em baixa conexão com as demandas específicas do território. E até fez campanha de Serrano vota em Serrano.
De toda forma, o encontro está marcado para esta quarta-feira, 8 de abril, às 8h30, na ACIL. A participação é aberta ao público interessado em acompanhar discussões sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento regional. 
Ah, em tempo! Não lembro da última vez que o deputado esteve na região e nem dos recursos que destinou aos municípios.

Tribunal de Contas recebeu quatro denúncias contra a prefeitura de Lages no setor da educação

As denúncias apresentadas ao Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) colocam a gestão da educação em Lages sob um rigoroso processo de auditoria, focando em pontos sensíveis da folha de pagamento e da estrutura administrativa.

As irregularidades apontadas:

1. Irregularidades no Uso do Fundeb

A denúncia mais grave refere-se à utilização de recursos do Fundeb para finalidades proibidas por lei. Recentemente, surgiram indícios de que a prefeitura teria indicado o fundo como fonte de recursos para o pagamento de um bônus ao magistério (no valor de R$ 430,00), o que é vedado pela legislação federal, que restringe o uso do Fundeb ao pagamento de salários e manutenção da educação básica, proibindo-o para complementos eventuais dessa natureza.

2. Piso Salarial dos Professores

A representação questiona a conformidade dos projetos municipais com a Lei Federal nº 11.738/2008. O TCE-SC tem sido rigoroso em determinar que o piso nacional deve ser aplicado diretamente sobre o vencimento básico, e não através de complementos ou bônus que não se incorporam à carreira. Em casos semelhantes na região, o Tribunal já determinou correções em até 60 dias sob pena de sanções aos gestores.

3. Cargo de Auxiliar de Sala e Remuneração de Diretores

Auxiliar de Sala: A criação deste cargo é alvo de análise para verificar se a forma de contratação (muitas vezes via “chamada pública” ou processos temporários) não está substituindo indevidamente a necessidade de concursos públicos. O TCE já apontou em auditorias anteriores que Lages possui um número de professores ACTs (temporários) superior ao de concursados, o que é considerado uma irregularidade administrativa.

Diretores: O projeto de reestruturação da remuneração e a forma de nomeação dos diretores estão sob vigilância. O TCE/SC emitiu alertas recentes (ofícios a todos os prefeitos) reforçando que a nomeação de diretores deve seguir critérios técnicos de mérito e desempenho, conforme as novas regras do VAAR/Fundeb, sob risco de o município perder repasses federais milionários.

Com o acatamento das denúncias e a designação de um relator, o processo segue o seguinte rito:

 O secretário de Educação e a prefeita Carmen Zanotto serão notificados para apresentar defesa técnica e documentos que comprovem a legalidade dos projetos. Auditores do Tribunal realizarão uma análise cruzada entre os projetos aprovados na Câmara e as contas da prefeitura. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o Tribunal pode determinar a suspensão dos pagamentos irregulares, a retificação das leis municipais e a aplicação de multas aos responsáveis.

Composição das bancadas na Alesc depois da abertura da janela partidária

PL – 14 deputados

  • Alex Brasil
  • Ana Campagnolo
  • Camilo Martins
  • Carlos Humberto
  • Ivan Naatz
  • Jair Miotto
  • Jessé Lopes
  • Junior Cardoso
  • Marcius Machado
  • Marcos da Rosa
  • Maurício Esludlark
  • Maurício Peixer
  • Oscar Gutz
  • Sargento Lima

MDB – 6 deputados

  • Antidio Lunelli
  • Fernando Krelling
  • Jerry Comper
  • Mauro de Nadal
  • Volnei Weber
  • Tiago Zilli

PSD – 4 deputados

  • Julio Garcia
  • Mário Motta
  • Napoleão Bernardes
  • Nilso Berlanda

PT – 4 deputados

  • Fabiano da Luz
  • Luciane Carminatti
  • Neodi Saretta
  • Padre Pedro Baldissera

PP – 3 deputados

  • Altair Silva
  • José Milton Scheffer
  • Pepê Collaço

Republicanos – 2 deputados

  • Lucas Neves
  • Sergio Motta

União Brasil – 2 deputados

  • Vicente Caropreso
  • Sérgio Guimarães

Novo – 1 deputado

  • Matheus Cadorin

PDT – 1 deputado

  • Rodrigo Minotto

Podemos – 1 deputada

  • Paulinha

PSDB – 1 deputado

  • Marcos Vieira

Psol – 1 deputado

  • Marquito

Um partido deixou de ter representação na Assembleia, o PRD, que tinha como filiado Junior Cardoso, transferido para o PL.

As composições da bancadas do MDB, PT, PP, Novo, PDT e Psol não sofreram alterações durante a janela partidária.

A bancada do PL ganhou quatro novos integrantes (Camilo MartinsJair MiottoJunior Cardoso e Marcos da Rosa). No entanto, perdeu um membro: Nilso Berlanda, que migrou para o PSD. Com isso, os liberais seguem com a maior bancada da Casa, passando de 11 para 14 cadeiras.

Outros três partidos registraram mudanças nas suas composições, com a redução no número de cadeiras na Alesc. No União Brasil, dois deputados deixaram a legenda: Jair Miotto e Marcos da Rosa, transferidos para o PL. O partido ganhou um integrante –  Vicente Caropreso, vindo do PSDB – e passa a contar com dois componentes.

O Podemos também teve redução, com a saída de dois membros: Lucas Neves, que se transferiu para o Republicanos, e Camilo Martins, novo integrante do PL.

Parabéns ao ex-prefeito e ex-deputado

Cristian Moraes

Juarez Furtado, quando eleito prefeito de Lages, representou uma virada na vida política do município. Tirou a família Ramos do poder se elegendo prefeito de 1973 — 1977.

Foi deputado estadual na 7ª legislatura (1971 — 1975), eleito pelo  MDB, e na 11ª legislatura (1987 — 1991), eleito pelo  PMDB  Renunciou ao mandato em 1972. Cehjgou a presidir a Assem,bleia Legislativa de SC. Foi deputado federal  na 46ª legislatura (1979 — 1983).

Bombeiros recebem kit de fardamento

O deputado estadual Lucas Neves (Republicanos) realizou a entrega de fardamento completo aos Bombeiros Comunitários, no Corpo de Bombeiros Militar, em Lages. Os kits serão distribuídos entre os quartéis do 5º Batalhão.

O conjunto inclui gandola, calça, borzeguim (bota), cinto, fivela, boné, cachecol, touca de lã e jaqueta para frio extremo, garantindo mais segurança e melhores condições de trabalho aos voluntários. Foram beneficiados os municípios de Lages, Anita Garibaldi, Otacílio Costa, Correia Pinto, São Joaquim, Bom Retiro, Urubici e Bom Jardim da Serra, reforçando a estrutura das equipes que atuam diretamente no atendimento à população juntamente com os bombeiros militares.

Protocolado projeto que permite sepultamento de animais de estimação em jazigos familiares

O deputado estadual Marcius Machado (PL) protocolou, no mês de março, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, um projeto de lei que autoriza o sepultamento de animais de estimação em jazigos, túmulos ou sepulturas pertencentes às famílias de seus tutores.

A proposta tem como objetivo garantir segurança jurídica para uma prática que já reflete a realidade de muitas famílias, que consideram seus animais como membros do núcleo familiar. De acordo com o projeto, caberá aos municípios regulamentar os procedimentos, definindo critérios administrativos e condições sanitárias para a execução da medida.

Inauguração da Reforma Externa do Complexo da Polícia Civil em São Joaquim

Como é de conhecimento, o Complexo da Polícia Civil em São Joaquim foi idealizado na década de 1990, entretanto, após sua inauguração em setembro de 1998, a estrutura enfrentou um longo período de abandono. Por 28 anos, o prédio não recebeu nenhuma reforma.

A situação tornou-se crítica: o mofo tomou conta das paredes, exalando odores que causavam problemas respiratórios nos servidores, e a cobertura tornou-se vulnerável ao clima rigoroso de São Joaquim. Em eventos climáticos recentes, a estrutura da garagem chegou a sucumbir, com telhas atingindo as viaturas oficiais. Somado a isso, a falta de acessibilidade isolava cidadãos idosos e pessoas com deficiência.
A mudança de rumo ocorreu em fevereiro de 2023, quando a nova gestão da Delegacia Geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel em conjunto com a gestão local da Delegacia Regional de Policia de São Joaquim/SC, elegeu a reforma externa do prédio como prioridade absoluta.
O processo começou com a regularização patrimonial do imóvel junto ao Estado e a viabilização da obra contou com uma parceria crucial da Prefeitura Municipal de São Joaquim, que forneceu os projetos técnicos e operou o certame licitatório
A reforma externa, avaliada em R$ 144.614,00, foi custeada com recursos do convênio de trânsito e executada entre novembro de 2025 e março de 2026.