Depois de muita relutância por conta da direção local do PSDB, finalmente aconteceu na sexta-feira (4), a convenção do partido. E, como era esperado, a ala tucana que estava afastada por conta das eleições de 2016, retomou a sigla. Tudo como dantes no castelo de Abrantes, segundo um velho adágio popular.
]O ex-secretário do LagesPrevi, Dilmar Monarin na presidência e o executivo do Turismo e ex-vice-prefeito, Luís Carlos Pinheiro de vice. Durante a convenção também foi aclamado o nome de Monarin como candidato a candidato a prefeito pelo PSDB. Em seu discurso Monarim se apresentou como uma opção pelo novo, visto que é um empresário bem sucedido e que nunca exerceu nenhum cargo eletivo.
Pode ser mesmo um candidato novo a prefeito já que por diversas vezes se colocou como tal, mas que de fato nunca se concretizou. O máximo que o PSDB experimentou foi uma candidatura de vice, com Pinheiro na chapa do progressista Renato Nunes de Oliveira. Monarin já era candidato antes mesmo de se filiar ao PSDB. Se filiou ao partido com o intuito de concorrer a prefeito.
Mas a opção dos tucanos sempre foi mesmo a coligação. O PSDB de Lages só protagonizou com Roberto Amaral (independente de qual tenha sido a intenção política), e se não fosse a maneira um tanto torta com a qual entrou no ninho tucano (através da dissolução da Comissão Provisória), eu diria que alavancou a sigla, tirando-o da condição de coadjuvante.
Se Amaral tivesse entrado no partido pela porta da frente e não houvesse esta dissidência da ala que hoje retornou o poder, creio até que as perspectivas daquela época fossem melhores e agora também estaria em uma condição diferente neste cenário eleitoral para o ano que vem. Monarin e Pinheiro sobreviveram as várias tentativas de expulsão do PSDB e retomam agora triunfantes à condição de líderes dos tucanos de Lages, contudo, longe de representarem o novo.