Na quinta-feira passada ocorreu a audiência pública, na Câmara de Vereadores, por solicitação do vereador Jean Pierre Ezequiel (PSD) com o tema: Violência Institucional e os impactos para os serviços de saúde do município. Segundo o vereador Jean “Não podemos mais permitir esse tipo de situação contra o servidor público, precisamos agir para conscientizar as pessoas”.
Durante a sessão houveram alguns relatos como da gerente da Farmácia Básica, Bruna Sviercowski. Ela contou que foi vítima de agressões – levou um tapa no rosto – porque não havia o medicamento solicitado.
Histórias como esta não são raras. Em 2010, um homem de 65 anos atirou em uma atendente da Secretaria da Saúde de Correia Pinto. É algo que deve entrar na agenda de preocupações dos governantes, pois a segurança das pessoas que atuam na área é de responsabilidade do poder público. Mas, não é difícil entender o que leva uma pessoa a este extremo de agredir os atendentes, embora não justifique. Nesta última segunda-feira, o caos no pronto atendimento do Hospital Seara do Bem, revoltou as mães que aguardavam por horas, para o atendimento de seus filhos.
É claro que o hospital também tem sua justificativa. A falta de médicos, especialmente pediatras, é crucial. Nos finais de semana e feriados também falta pessoal para atender na UPA24h e ali no Hospital Infantil faltam médicos. Vale lembrar que a emergência infantil também será transferida para a UPA 24h. Esperamos que até lá tenham superado esta falta de pessoal. Sabemos das dificuldades em suprir estas carências de mão de obra especializada, mas é uma questão de gestão. Há que se buscar alternativas. O gestor está lá em seu posto com este objetivo: resolver os problemas. E, se está lá é porque, supostamente, tem capacidade para tal. Se não consegue resolver, que dê espaço para outro.



Foto: Guto Kuerten
Fotos Iran Rosa de Moraes
