Deputados contestam proposta de extinção de municípios

Parlamentares de diversas bancadas criticaram duramente a inciativa do governo federal de enviar ao Senado proposta de extinção dos pequenos municípios na sessão de quarta-feira (6) da Assembleia Legislativa.

“Nos preocupa muito a proposta de extinção pura e simples de municípios com menos de cinco mil habitantes e que não tenham uma receita própria de 10% daquilo que recebem de retorno dos impostos”, declarou Valdir Cobalchini (MDB), acrescentando que se o critério fosse o movimento econômico dos municípios, os resultados seriam diferentes.

Marlene Fengler (PSD), Ada de Luca (MDB), Jerry Comper (MDB), Luciane Carminatti (PT), Altair Silva (PP) e Paulinha (PDT) concordaram com o representante de Caçador.

“Dentro dos 39 municípios, 23 são do Oeste, a fatia mais expressiva é da nossa região, comungo com a opinião de que precisamos diminuir a máquina, mas não desta forma, a fórmula de calcular tem de ser diferente, não vai passar”, avaliou Marlene.

“(O governo federal) assustou todos os brasileiros, essa ideia iluminada vai retroagir para maleficiar”, previu Ada.

“Acredito nesta grande união que temos na Casa e no olhar diferencial para os pequenos municípios”, afirmou Jerry Comper (MDB), que é autor de projeto que aumenta os repasses do ICMS para os pequenos municípios.

“O ministro da economia está governando do gabinete, não vai para os municípios, não sente o sacrifício do povo, a coisa mais fácil que tem é fechar município, não é esta condição que a gente espera de um ministro de estado do nosso país. Vai perguntar se eles aceitam voltar para o município mãe, estavam abandonados pelo município maior”, justificou Carminatti.

“Venho de uma região em que dos 88 municípios, 66 tem menos de cinco mil habitantes e a maioria não tem a renda própria de 10%”, relatou Altair.

Empresários se reúnem para discutir um projeto para o Mercado Público

Fechado desde 2009 o Mercado Público de Lages está passando por uma requalificação completa, para retornar as suas atividades.  A previsão é de que hajam cerca de 40 espaços para venda de produtos típicos regionais e hortifrutigranjeiros, pontos comerciais e um palco para apresentações artísticas no local.
A exemplo de outras cidades, o Mercado Público de Lages não será administrado apenas por uma instituição, pública ou privada, e sim em uma parceria entre várias entidades.
Segundo o Prefeito Antonio Ceron “somente com a união do público/privado poderemos alcançar melhores resultados na elaboração do projeto de abertura”.
Desta forma, a CDL, ACIL , Orion Parque Tecnológico, Amures,  CISAMA, Prefeitura, Sebrae e alguns empresários lageanos, se uniram para abraçar a causa.

Até o fim do ano o grupo deve apresentar uma proposta. Algumas empresas já estão sendo cotadas para auxiliar no projeto de planejamento, gestão e viabilidade econômica.
Já houveram dois encontros e o próximo deve acontecer na próxima semana, na sede da CDL Lages.

Mulheres precisam ampliar a participação na política

Correio Lageano exibe matéria da jornalista Núbia Garcia, destacando a participação das mulheres na política, tanto que hoje temos pelo menos quatro mulheres no comando de seus partidos. A primeira delas é a deputada Carmen Zanotto que presidente o Cidadania estadual. Agora Fátima Ogliari assumiu o MDB local e Maria Aparecida da Fonseca o PT lageano. Há ainda Stela Salvador, presidente do Podemos.  No passado, Marli Nacif também presidiu o PP

“Em Santa Catarina nossos três senadores são homens. Não temos nenhuma representação feminina no Senado Federal e sequer tivemos mulheres pra disputar [a eleição de 2018], a não ser como primeira e segunda suplentes em algumas chapas, mas não efetivamente como cabeça de chapa, e isso precisa mudar”, disse Carmen Zanotto

“Nós mulheres atuamos continuamente na vida política partidária e estivemos muito presentes com um trabalho intenso e muito forte, mas na maioria das vezes, como coadjuvantes. Sempre tivemos na presença masculina o protagonismo de toda a cena político-partidária. Hoje, aos poucos, as mulheres da Serra, juntamente com a presença masculina, estão mudando esse cenário, pois precisamos caminhar lado a lado com os homens fazendo um trabalho paritário”, disse Fátima Ogliari

“Este é um momento em que nós mulheres estamos em enfrentamento com os homens, não queremos mais apenas ser usadas na política, queremos fazer junto. Jamais traremos mulher para o partido para serem usadas, queremos que sejam empoderadas e que vão em busca dos seus direitos e dos direitos da coletividade.”, Maria Aparecida da Fonseca

“Tem que ser feito um trabalho diário, contínuo, pra trazer as mulheres para dentro dos partidos. Precisamos conversar e mostrar a possibilidade delas serem candidatas e fazer com que elas tenham, realmente, vontade de ser. Não adianta filiar e candidatar em cima da hora só pra preencher cotas. Acho que falta, por parte dos partidos, um trabalho mais intenso fora do período eleitoral.”, Marli Nacif

Mais duas ruas serão pavimentadas em São Joaquim

Ontem (5) foi entregue a ordem de serviço para a pavimentação das ruas Horácio Pires de Haro e João Ricardo de Oliveira (Rua do Corredor), pelo prefeito Giovani Nunes, de São Joaquim.

Com recursos próprios do município, mais de R$ 1,4 milhão serão investidos nesta obra, que abrange mais de 1 km de rua. Agora, além da pavimentação, ambos os lados da rua terão calçadas. 

 

Em quatro meses foram realizadas 104.587 análises de processos de novas empresas

Foto: Sheila Rosa

Ao completar oito meses a frente da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc), Juliano Chiodelli apresentou os resultados da instituição aos diretores da Associação Empresarial de Lages, na reunião desta segunda feira, 04 de novembro.

Atualmente, a Jucesc é 100% digital em todos os municípios catarinenses, proporcionando mais agilidade e eficiência aos usuários. A transição que aconteceu em maio deste ano tem apresentado um crescimento constante.

Segundo as informações repassadas pelo presidente da Junta Comercial, foram realizadas 104.587 análises de processos nos últimos quatro meses; foram constituídas 120.384 empresas, de janeiro a 21 de outubro, quase 20 mil empresas a mais do que no mesmo período de 2018

Licitação para compra do Raio X por três vezes deu deserta

Segundo a secretária Odila Waldrich a licitação para a aquisição do Raio X para a UPA 24h deu deserta pela terceira vez. Está difícil a aquisição do aparelho, mas em se tratando de uma necessidade, parece que agora pode haver, inclusive, dispensa de licitação.

Ela também explica a falta de box dos banheiros. Como sempre: erro de projeto. Não foi previsto e por isso tem de esperar para fazer uma licitação após a entrega da obra.

Arruda replicou discurso de Ceron

Em sua fala durante o recente encontro do PSD em Lages, o prefeito e líder maior do PSD lageano, Antônio Ceron disse que em Lages a sigla terá sim uma candidatura a prefeito porque “a população anseia por não fazer experiências administrativas e sim manter – se com os pés no chão”.

Na realidade, o secretário Antônio Arruda estaria apenas repetindo o discurso ao citar que não se pode eleger “estagiários”.

Lages precisa ter um projeto para instalação da Ceasa

Segundo o que destacou um dos proponentes da audiência pública, realizada quinta-feira passada, a respeito da instalação de uma unidade da Ceasa em Lages, vereador Osny Freitas (PDT), foram convidados todos os prefeitos da região, mas somente um deles, o prefeito de Uribici, Antônio Zilli compareceu.

Porque, talvez seja realmente o único que tenha a dimensão da importância do empreendimento. Seu município é o maior produtor de hortifrutigranjeiros na Serra e de lá saem diariamente centenas de caminhões carregados rumo aos Ceasas do litoral – Hoje existem apenas quatro unidades; Joinville, Blumenau, Tubarão e São José. Mas Zilli observou que a empreitada não será fácil, mas é necessária e precisa ser abraçada por todos.

O representante do governo, o atual diretor presidente da Ceasa/SC, José Angelo Di Foggi veio na audiência apenas para dizer que é preciso projeto e alertar que embora haja uma movimentação pela privatização das unidades, ele particularmente, não é favorável. Isso porque seria o fim do pequeno agricultor (agricultura familiar) que é o principal foco da Ceasa hoje.

Pelas dificuldades existentes, lembra que a população do campo está envelhecendo e está difícil manter as pessoas no campo se não lhes der estrutura para lá permanecerem. Uma delas, evidentemente, é garantir a comercialização do que produzem.

Foram apresentados alguns depoimentos de agricultores falando desta dificuldade durante a audiência pública. O secretário do Desenvolvimento Econômico, Mário Hoeller de Souza, citou que a unidade da Ceasa mais perto do Oeste é a de Blumenau.

Deputado Marcius Machado esteve na audiência levando o apoio às ideia

Com uma unidade em Lages, todos os comerciantes desde o extremo-oeste virão para cá buscar suas mercadorias. Ainda não se tem um levantamento aprofundado da movimentação de cargas desta área na região, o que deverá ser a partir de agora para se elaborar o projeto de implantação, mas José Angelo adianta que das 332 mil toneladas/ano comercializados pela unidade de São José, cerca de 35 mil toneladas/ano vem para a Serra, ou seja, 11% de tudo o que é comercializado lá. Não sabe precisar também qual é o volume de mercadorias que vai da Serra para lá.