Foram atendidas 116 ocorrências em 24 bairros

O temporal que assustou a população de Lages no início da noite deste domingo, dia 10, provocou estragos e transtornos em várias partes da cidade. Até as 23h, cerca de 116 atendimentos já haviam sido realizados pela Defesa Civil e demais equipes da Prefeitura.


As principais ocorrências foram relacionadas a alagamentos de ruas, destelhamentos de casas, quedas de muros e árvores, movimentação de massa, erosão em via, enxurrada e inundação. Só os resgates aquáticos foram mais de 30.


No balanço parcial das 23h, já haviam sido registrados problemas em 24 bairros: Araucária, Beatriz, Brusque, Centenário, Centro, Conta Dinheiro, Copacabana, Guarujá, Maria Luiza, Novo Milênio, Passo Fundo, Penha, Sagrado Coração de Jesus, Santa Catarina, Santa Helena, Santa Rita, Santo Antônio, São Francisco, Várzea e São Cristóvão.


Apesar da gravidade da situação, nenhuma pessoa ficou desabrigada, mas havendo a necessidade, a Prefeitura colocará abrigos públicos à disposição. Dados oficiais da Defesa Civil apontam que a velocidade do vento chegou a 68 km/h.

Em apenas duas horas, a chuva acumulou 50 milímetros, metade da média de um mês inteiro. O nível do Rio Carahá, que transbordou em alguns pontos, chegou a 3,14 metros.

“O volume de chuva foi fora do normal em pouco tempo e causou inúmeros transtornos. Nossas equipes são extremamente capacitadas para prestar todo o tipo de atendimento. Estamos em alerta 24 horas por dia, com o pessoal nas ruas, e daremos toda a assistência necessária a quem precisar”, diz o prefeito Antonio Ceron, que foi pessoalmente à Defesa Civil no início da noite deste domingo para acompanhar a situação.

Carmen vai agendar audiência para agilizar as licenças para a duplicação da BR 116

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) participou nesta sexta-feira, (08), na Acil, de uma reunião com lideranças e a direção da Arteris para tratar sobre a duplicação da BR-116.   O Diretor de Operações da Regional Sul da Arteris, Antonio Cesar Ribas Sass fez uma explanação sobre o plano da duplicação e os dados da rodovia, entre eles, o número de mortes que passou de 34 em 2018 para 25 (outubro) em Santa Catarina.

Cesar destacou que o projeto executivo da obra que compreende o trecho em Lages deverá estar concluído em março de 2020. No entanto, o início os trabalhos ainda não tem data, pois depende de licenças ambientes.

“Iremos solicitar uma audiência juntamente com o Fórum Parlamentar Catarinense, ainda este ano, com o Ministério da Infraestrutura, Ministério do Meio e ANTT para apresentar o projeto e buscar agilidade nos licenciamentos ambientais. Pois, a duplicação da BR-116 é fundamental para o desenvolvimento da nossa região, melhorar a trafegabilidade e proporcionar maior segurança aos motoristas”, destaca Carmen Zanotto.

O gerente institucional da Berneck, José Wolny de Souza, afirma que a reunião foi bastante positiva com relação ao acesso a área industrial de Lages. “Ficamos muito contentes com a apresentação da Arteris, com o cronograma apresentado e os próximos encaminhamentos. Percebemos que a equipe está engajada”, salienta.

Além dos técnicos da Ateris participaram da reunião, o representante da ANTT, José Alberto Salceda, a prefeita de São Cristovão do Sul, Sisi Blid, prefeito de Lages, Antonio Ceron, o presidente da Acil, Sadi Montemezzo.

Filho de Bolsonaro confirma criação de novo partido

Airton Amaral acompanhou a palestra do deputado federal Eduardo Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira, em Criciúma. O deputado confirmou que o presidente pretende criar um novo partido ainda este ano.

A vice-governadora, Daniela Reinehr, que também estava na Som Maior, garantiu que vai seguir o presidente no novo partido. Eduardo Bolsonaro deixou claro o afastamento com o governador Carlos Moises e que não conta com ele na migração para o novo partido, segundo o que informou o jornalista  Adelor Lessa.

O deputado Jessé Lopes arrematou – “se ele (governador) tentar ir para o novo partido, nós não vamos deixar, ele não é bolsonarista”. 

Deputado Julio Garcia e família sofrem acidente na entrada do Boqueirão

O deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD) sofreu um acidente na tarde desta sexta-feira, na BR 292, em frente a Puris. Ele e a família estavam se dirigindo ao Hotel Fazenda Boqueirão.

Ao passar pelo acesso ao Boqueirão, perdeu a entrada e ao fazer o retorno bateu de frente com outro veículo. O acidente foi grande, mas apenas com danos materiais. Os quatro que estavam nos dois carros foram socorridos pelo Samu e Corpo de Bombeiros de maneira muito rápida. A esposa Adalgisa estava sentindo muita dor no corpo, sobretudo no abdômen porque o airbag  do seu lado não abriu. Segundo consta o ex-governador Raimundo Colombo está acompanhando e monitorando a situação.

Ele estava indo para o hotel fazenda para comemorar o aniversário da filha Júlia e para lá iria toda a família. Ele foi levando ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres e teve de fazer uma cirurgia no tornozelo, mas passa bem.

O casal, Giulianno Dalligna e Gabriela Jardim dos Santos, que estava no outro carro envolvido no acidente, também foi levado ao hospital e foi liberado no mesmo dia.

Empresas não instaladas nos terrenos doados dizem que a prefeitura não cumpriu sua parte

Vereadores cobraram recentemente do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Hoeller de Souza, que prometeu a reversão dos terrenos doados a empresas que não foram ocupados para a finalidade proposta. Até hoje não conseguiu a reversão de nenhum deles.

Na semana passada ele disse que “São cerca de 500  mil metros de área doadas ao longo dos anos e que não estamos conseguindo reverter por conta da burocracia e a lei da ampla defesa. Enquanto isso há uma fila de empresas esperando um espaço para expandir”.

Diante desta declaração alguns empresários protestaram sob a alegação de que a prefeitura nunca cumprir a sua parte e só por esta razão alguns destes terrenos nunca puderam ser ocupados.

 

O loteamentos industriais até hoje não foram legalizados

 

 A prefeitura instaurou um processo administrativo em 2017 para a reversão de terrenos doados a empresas. Mas não teve sucesso porque está propondo a simples devolução das áreas quando a maioria das empresas já investiram muito no local, embora não estejam instaladas definitivamente lá. E só não fizeram isso porque a prefeitura não cumpriu sua parte. Não tem sequer projeto do loteamento dos loteamentos industriais São Paulo e São Francisco, criados há mais de 12 anos.  Não há também rede de esgoto e demais infraestrutura. Como não há projeto de desmembramento do loteamento, as empresas que lá estão não têm habite-se, escritura, etc… Não conseguindo sequer licença ambiental e regularização do imóvel e nem mesmo empréstimos bancários, porque para tudo isso precisa da matrícula do imóvel, que não possuem.

A empresa Graphel construiu sua unidade, mas não ocupou até hoje porque falta infraestrutura

Há inclusive um termo de Ajuste de Conduta em aberto para que a prefeitura proceda a regularização dos loteamentos industriais citados. Só no loteamento São Francisco existem cerca de 10 empresas instaladas e outras três a quatro aguardando a regularização.

Empresas se propuseram até mesmo a pagar o projeto de desmembramento dos loteamentos

Em reunião realizada em 5 de julho do ano passado com os empresários, secretário da Semasa, Jurandi Agustini e representante da procuradoria do município, Eloi Ampesan Filho foi discutido uma forma de apressar a regularização dos terrenos e para isso os empresários concordaram em custear a elaboração do projeto, no valor de R$ 55 mil.

Na ocasião o secretário Jurandi confirmou a possibilidade da realização do saneamento cujo custo ficaria em torno de R$ 2,9 milhões (rede de esgoto abrangeria também o restante dos bairros) dos dois loteamentos, sendo que os empresários arcariam com parte deste valor (R$ 500 mil). Mas, infelizmente, a Semasa não pode executar porque foi feita a desapropriação de toda a área em 2005/6, mas até hoje não foi escriturado em nome da prefeitura.

Como vemos, a prefeitura nem fez a sua parte e agora quer simplesmente a devolução dos terrenos, sem nenhum tipo de indenização às empresas que fizeram investimentos na área. Estão inclusive pagando IPTU durante todos estes anos.

A Naza Logísticas e Transportes, por exemplo, investiu R$ 64.880,00 no aterramento do terreno. Cercou toda a área. “Com o dinheiro que já investi lá poderia ter comprado um terreno para instalar a empresa”, informa Antônio Zapellini Filho. 

Está usando o espaço como depósito das carretas

Até as vigas para erguer o barracão da empresa já estão lá, mas da forma que estão as ruas os caminhões não conseguem transitar. As ruas não comportam o trânsito de caminhões e sua empresa tem uma movimentação muito grande de veículos pesados.

Em março deste ano alguns dos empresários alvos do processo administrativo tiveram audiência na auditoria e controladoria do município e todos confirmaram que a prefeitura não cumpriu com seu compromisso no que tange a pavimentação das ruas e infraestrutura “o que dificulta o tráfego de caminhões pelo local.”   Foram unânimes em afirmar que até este momento a prefeitura não realizou a infraestrutura e nem o saneamento básico. Há empresas que tiveram de abrir o arruamento para ter acesso ao terreno. Em dias de chuvas se torna impossível o acesso ao loteamento com caminhões.

Ao fundo vemos o acesso ao loteamento. Caminhão não consegue subir o morro

A controladoria ouviu, inclusive o ex-procurador do município, o vereador Maurício Batalha. Este declarou que tinha conhecimento de que entre os anos de 2005 a 2007 (durante administração Raimundo Colombo) foram realizadas doações a várias empresas “sem que houvessem condições legais do loteamento”.

Não há rede de esgoto

Que posteriormente, em 2015, quando estava na procuradoria realizou algumas reuniões com os empresários no esforço de regularizar as áreas, mas após levantamentos técnicos, constatou-se a necessidade de saneamento básico, rede pluvial, projeto de iluminação pública, licença ambiental e a “própria constituição do loteamento”. Diante desta situação o caso foi parar no Ministério Público e foi alvo de termo de Ajuste de Conduta para que as empresas possam receber as áreas de forma regular.

Colombo critica pedido para o STF transferir decisão sobre os royalties do petróleo

O ex-governador Raimundo Colombo critica a decisão de Santa Catarina, juntamente com outros cinco estados, de assinar um pedido para que o Supremo Tribunal Federal transfira do dia 20 de novembro para daqui a seis meses a análise sobre a lei que permite a distribuição justa dos royalties da exploração de petróleo para todos os estados e municípios.

“Essa decisão tirou o dinheiro dos municípios e do Estado. Não sei se por falta de conhecimento ou de coragem, mas a grande verdade é que essa assinatura prejudicou os municípios e o povo catarinense. Não dá para aceitar”, questiona Colombo.
Raimundo Colombo lembra que apenas os estados e municípios produtores de petróleo recebiam os royalties e, em 2012, depois de um movimento entre os governadores à época, Congresso Nacional e governo federal foi aprovada uma lei que permitia a distribuição justa para estados e municípios. “É claro, que o Rio de Janeiro, o estado maior produtor e o que mais perdeu, entrou na Justiça e a decisão seria dia 20 no STF”, observa o ex-governador

Governo vai leiloar dois apartamentos em Lages

Apartamentos em Lages estão entre os bens leiloados. Foto: SEA/SIGEP/Arquivo

O Governo do Estado irá leiloar oito imóveis, entre apartamentos e terrenos, sem interesse para uso público em diferentes municípios catarinenses. Os lances serão feitos de forma presencial no dia 4 de dezembro, às 13h30, na sede da Secretaria de Estado da Administração, em Florianópolis. A previsão é arrecadar mais de R$ 1,3 milhão com as vendas.

Todos os terrenos e apartamentos estão desocupados e prontos para serem transferidos. 
Os interessados em conhecer os imóveis nos municípios de Araranguá, Ascurra, Balneário Piçarras, Gravatal, Lages e São José do Cedro poderão agendar visitas na sede da Secretaria da Administração (SEA) e conhecer presencialmente os locais entre os dias 25 e 27 de novembro.

O leilão é realizado pela Diretoria da Gestão Patrimonial da SEA. O diretor Welliton Saulo da Costa explica que atualmente os trabalhos estão focados na destinação e na ocupação adequada dos bens públicos. “Desde janeiro, quando começamos o levantamento dos imóveis do Estado, passamos a administrar a alienação dos casos mais emergenciais. Já realocamos com serviços públicos as estruturas que eram das extintas Agências de Desenvolvimento Regional, por exemplo. Agora o trabalho segue para outros bens em que não há interesse do Estado ou de terceiros na ocupação”.

O diretor ainda observa que é mais vantajoso vender os bens do que mantê-los fechados. “Além de onerar os cofres públicos com gastos em manutenção, limpeza, conservação e segurança dos locais, também corremos o risco da depreciação e das ocupações irregulares”, pondera.