Se necessário, a prefeitura tomará medidas judiciais para garantir o abastecimento dos postos de combustíveis

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A principal preocupáção do Gabinete de Crise que se reuniu hoje pela primeira vez é a manutenção dos serviços essenciais. Para o prefeito Ceron, além de garantir o atendimento por parte dos órgãos públicos e instituições, é dar suporte à comunidade que está sofrendo as consequências do movimento.

O ponto mais crítico, além da falta de combustível, é o desabastecimento de gás de cozinha  e a escassez de alimentos nos supermercados, que começa a dar sinais de agravamento, caso a paralisação se estenda ao longo dos dias.

Algumas providências serão tomadas, junto ao Ministério Público, para que as cargas de gás cheguem à cidade, nem que para isso seja necessária a escolta das forças de segurança.

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O Coronel Moacir Gomes, do 6° Batalhão de Polícia Militar (BPM), afirma que até agora foram realizadas aproximadamente 20 escoltas de caminhões carregados com insumos na região. Está sendo dada prioridade a materiais hospitalares, gás de cozinha e insumos para o agronegócio.

A liberação de gasolina para a comunidade, abastecendo quatro postos: Ouro Preto, Duque, Ampessam e o posto Peruzzo.  “Hoje o cenário é diferente e tivemos resposta negativa, pois alguns líderes entenderam que esta liberação enfraquece o movimento. A orientação é para que não sejam usadas forças de segurança e as negociações sejam na base do diálogo”, afirma.

A Procuradoria do Município acompanha atentamente medidas judiciais intentadas por entidades representativas das distribuidoras de postos de combustíveis, e se necessário entrará com medidas judiciais na defesa dos interesses do município.

Fotos: Greik Pacheco

 

Pinho diz que o limite para a greve é hoje!

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"A partir de hoje (terça-feira), a normalidade deverá começar a voltar em Santa Catarina, fruto das nossas decisões. O limite é hoje", reforçou o governador Pinho Moreira.

O pronunciamento do governador foi na sala de imprensa do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o Cigerd, no fim da manhã desta terça-feira.

 

Na Alesc, deputados e entidades cobram rigor de Pinho Moreira contra grevistas

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Por Upiara Boschi
29/05/2018 – 17h37 – Atualizada em: 29/05/2018 – 17h46

 

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) foi enquadrado em uma reunião na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira. Na sala da presidência, com a presença de cerca de 30 parlamentares e dirigentes da Fiesc, da Fecomércio, do Sindicarnes e da CDL Florianópolis, além de Rodrigo Collaço e Sandro Neis, comandantes do Tribunal de Justiça e do Ministério Público, o emedebista ouviu o apelo por maior rigor das forças estaduais na desobstrução dos 179 pontos de bloqueio da greve dos caminheiros nas estradas de Santa Catarina.

Carga de leite foi escoltada pela Defesa Civil de Campos Novos a Lages

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Depois de acompanhar caminhões-tanque com Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, para os hospitais Nossa Senhora dos Prazeres e Tereza Ramos, a Defesa Civil acompanhou hoje o transporte de 18 mil litros de leite da merenda escolar desde campos Novos até Lages.

Os três veículos da empresa APOeste Distribuidora estavam parados em Campos Novos, a cerca de 160 quilômetros de Lages. A viatura da Defesa Civil saiu para a viagem às 7h e retornou a Lages por volta de meio-dia e meia desta terça-feira (29 de maio), com descarregamento das caixas no barracão da merenda no bairro São Cristóvão.

O retorno das aulas nas redes municipal e estadual deverá acontecer na próxima segunda-feira, 4 de junho e até l[á as escolas estarão abastecidas de leite.

Facisc pede aos caminhoneiros que voltem ao trabalho

AO TRABALHO

Na condição de entidade representativa de todos os segmentos empreendedores do Estado de Santa Catarina, inclusive dos transportadores em todas as suas configurações, como os autônomos, fomos complacentes com o movimento que paralisou o país na defesa de seus interesses. Em moções diretas à Presidência da República, provocamos os dirigentes em agirem com celeridade nas negociações, ratificando as denúncias em pauta.

Muitas podem ser as críticas à condução inicial do processo pelo Governo Federal, bem como ao atendimento das legítimas reivindicações originais dos caminhoneiros. As concessões do Governo, mesmo com a demora e com a evidente transferência dessas diretamente a todo o povo brasileiro, permitem o retorno à normalidade das atividades econômicas com o abastecimento e circulação de bens e mercadorias. 

Os efeitos em prejuízos já se contam aos bilhões de reais para o Estado, para a iniciativa privada e para as famílias. Urge, agora, a busca imediata da retomada de atividades, sendo inaceitável qualquer manutenção de mobilização ou alteração de foco do movimento, no sentido de inibir a retomada de todo segmento produtivo, destacadamente a comercialização de combustíveis.

Evidências de infiltrações de tumultuadores e agitadores nos movimentos legítimos havidos, com claros interesses políticos difusos, devem ser denunciados e repudiados, impondo-se, agora sim, rigor absoluto ao insustentável propósito de parar, ou manter imobilizado o país.

Em nome de todos os empreendedores catarinenses, a ordem é no sentido de rechaçar qualquer resistência em sentido contrário, inclusive exigindo dos governos, por seus órgãos competentes, que sejam aplicados os essenciais meios de restabelecer a ordem e livre exercício de qualquer demanda empresarial, em defesa dos negócios, dos bens e patrimônios já prejudicados. 

Nossas bandeiras de combate à corrupção, à ineficiência e gigantismo do Estado, em todos os seus serviços e indistintamente a todos os poderes da república que perdulariamente muito pouco fizeram ou fazem para por fim ao movimento, um grito da sociedade brasileira, visando a diminuição de custos e permanente necessidade de aumentar tributos.

Quanto às soluções do Governo ao impasse, inclusive de repassar à sociedade os ônus conferidos à malfadada Petrobrás, que já deveria estar privatizada, no constitucional princípio da concorrência e livre iniciativa, que busquem verbas em sua própria estrutura, inclusive rendas de servidores, suspendendo reajustes. 

Conclamamos todos ao trabalho, com ordem e garantias que devem ser conferidas ao Governo, afastando pelas prerrogativas legais, qualquer obstáculo em permitir que o nosso povo volte a produzir e buscar o seu sustento, inclusive os caminhoneiros. Muita novas contas se acumularam e estão aí para pagar. 

Jonny Zulauf

Presidente da FACISC

Chagas quer que o desfile cívico volte à avenida 31 de Março

O vereador Joãso Chagas (PSC) esta solicitando à secretaria de Educação, para que o desfile da semana da Pátria  também seja realizado na Av. 31 de Março, no bairro Guarujá.
 

Justifica: "em virtude de ser uma tradição naquela  avenida com as escolas entorno do bairro Guarujá. Os alunos se sentem valorizados e estimulados a serem verdadeiros  brasileiros. Devido as mudanças  já não desfilam  mais e as famílias ficam entristecidas em não ter mais esse momento no bairro."

Os contra e a favor da intervenção militar

Ao pedir a intervenção militar já, o vereador Vone Scheuermann está repetindo um discurso que tem sido defendido por muitas pessoas diante da crise em que vivemos.

Mas é bom conhecermos a argumentação dos que defendem ou condenam tal intervenção:

 

A favor da intervenção militar

  • A intervenção é necessária para acabar com a corrupção no Brasil. O governo militar é a única ou melhor forma de restaurar a ordem no país e recolocá-lo no caminho do desenvolvimento;
  • Constituição Federal diz, no artigo 142, que “as Forças Armadas […] são instituições nacionais permanentes e regulares […] e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. A partir desse texto, intervencionistas defendem que os militares possuem respaldo constitucional para tomar o poder, a fim de garantir os poderes, a lei e a ordem;
  • O regime militar brasileiro de 1964 a 1985 foi um período positivo da história brasileira, segundo favoráveis à intervenção militar. Segundo eles, o país viveu uma época crescimento econômico, baixa criminalidade e sem corrupção. Tudo isso teria relação com as políticas do governo militar;
  • Segundo os intervencionistas, há uma ameaça comunista sobre o Brasil e outros países latino-americanos (argumento que era mais comum durante o governo Dilma, do PT, partido historicamente de esquerda). Para preservar a ordem e evitar que o comunismo tome conta do país, é preciso que militares tirem do poder os grupos comunistas.
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Contra a intervenção militar

 

  • O problema da corrupção existe dentro de qualquer governo, seja ele democrático ou autoritário. Por isso, é preferível que seja resolvido dentro da própria democracia, sem a remoção de liberdades e direitos fundamentais, e sim com transparência e maior qualidade do voto. Não seria, portanto, justificativa suficiente para intervenção militar;
  • O artigo 142 da Constituição não permite intervenção militar. Isso porque ele mesmo afirma que as Forças Armadas estão “sob a autoridade do presidente da República e seu comando”. Portanto, a intervenção seria inconstitucional sob qualquer ponto de vista, uma vez que configuraria insubordinação ao presidente;
  • O regime militar brasileiro foi uma ditadura. Durante esse período, houve supressão de direitos políticos e da democracia. Muitos foram mortos e/ou torturados por questões políticas. A economia experimentou crescimento, mas às custas de um grande endividamento externo e aumento da desigualdade social – base, afirmam economistas, de muitos dos problemas que temos ainda hoje no país. Por tudo isso, o governo militar instituído em 1964 não deveria servir de exemplo;
  • As evidências de uma articulação comunista no Brasil ou mesmo na América Latina não são conclusivas. Neste início de século XXI, governos de esquerda latino-americanos caracterizaram-se pela adoção de programas sociais, intervenção do Estado na economia e oposição aos Estados Unidos. Entretanto, a maioria manteve o respeito às regras democráticas de seus países.
  • Saiba mais:
  • http://www.politize.com.br/?utm_campaign=newsletter_58&utm_medium=email&utm_source=RD%20Station

Carmen diz que o problema vai além da redução do preço do óleo diesel

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A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) em pronunciamento da tribuna da Câmara, na noite de segunda-feira (28), pediu urgência na aprovação da reforma tributária. Para ela, a paralisação de nove dias dos caminhoneiros acende a “luz vermelha” do que está por vir. A parlamentar disse que o apoio da população ao movimento reforça a necessidade de o Congresso Nacional aprofundar o debate sobre a questão.

“Aquilo que era possível o governo fazer, ele fez. Agora, nós precisamos cumprir a nossa parte. Será que é ainda é sustentável mantermos uma carga tributária, cuja média dos tributos que são pagos neste País é 36% do nosso PIB?”, indagou.

Na avaliação da parlamentar, o problema vai além da redução do preço do óleo diesel.

“Esta solução é apenas uma medida de urgência para minimizar essa crise tão violenta de paralisação geral dos caminhoneiros. A revisão da carga tributária não pode mais esperar”, alertou.

Angeloni passa a fechar as portas mais cedo todos os dias

A partir desta terça-feira (29), todas as unidades do Angeloni em Santa Catarina e Paraná – supermercados, postos e farmácias – terão antecipado o horário de fechamento para as 21h. A medida será mantida enquanto durar o movimento que paralisou o abastecimento.

A decisão de antecipar o fechamento deve-se à dificuldade de transporte coletivo para os funcionários e à falta de algumas categorias de produtos, causada pelo movimento dos caminhoneiros que entrou hoje no 9º dia.