O ex-governador Raimundo Colombo rebateu, nesta terça-feira (26), as acusações equivocadas divulgadas nas redes sociais pelo atual Governo de SC sobre o empréstimo realizado em 2013 junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Os R$ 3 bilhões do BNDES foram uma compensação dada pelo governo federal diante dos prejuízos que Santa Catarina teve com a resolução 13, que mexeu com o ICMS de produtos importados. A perda mensal de SC era superior a R$ 90 milhões por mês”, explicou Colombo. Os estados do Espírito Santo e de Goiás também receberam compensações. O ex-governador lembrou que as vantagens do empréstimo eram boas, com juros de 0,8% ao ano, sete anos de carência e pagamento em 25 anos.
Do total de R$ 3 bilhões, Colombo explicou que utilizou R$ 1 bilhão para quitar uma dívida da Celesc, já que os juros do novo empréstimo eram bem menores do que os pagos naquela época pela estatal.
O ex-governador destacou que também utilizou cerca de R$ 200 milhões para capitalizar o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e ampliar as possibilidades de empréstimos. “Os resultados foram excelentes para a retomada da economia catarinense”, acrescentou Colombo. O Paraná e o Rio Grande do Sul também fizeram aportes semelhantes no BRDE.
Os recursos restantes do BNDES foram investidos em obras de infraestrutura dentro do programa Pacto por SC e possibilitaram a construção de leitos novos em hospitais catarinenses, a reforma de escolas, novas vagas no sistema prisional e a construção de equipamentos de assistência social.