Na semana passada a Amures realizou a eleição para escolha do novo presidente. Nenhuma novidade do que o já previsto e o prefeito de Anita Garibaldi, João Cidinei da Silva (PL) assume a associação a partir de 1º de janeiro de 2020. Das 18 prefeituras, apenas Bom Retiro não foi representada porque o vice-prefeito Everaldo Capistrano da Cunha (PT) que substitui o titular, estava em Brasília.

O prefeito de Bocaina do Sul, Luiz Schmuler (MDB), como vice, completa o mandato na presidência da Amures porque a titularidade era do prefeito de Bom Retiro, Vilmar Neckel, afastado das funções por determinação da justiça.

Cidinei também vem de uma situação bem complicada. Recebeu o município com uma dívida bem grande e algumas implicações jurídicas a ponto de até ser afastado pela Câmara que cassou seu mandato, mas a justiça o restituiu.

Schmuler também tem suas acusações e condenações. Interessante é que dos 18 prefeitos da região, são justamente aqueles que tem ou tiveram implicações na justiça que estão no comando da mesma. Obviamente que isso é fruto das circunstâncias, mas de certa forma chama atenção que seja assim.
Mostra também que a associação hoje não tem a mesma visibilidade que tinha há anos atrás. Hoje ela está muito mais funcional que política. Poderia ser muito mais influente se o governo do estado tivesse cumprido a proposta de deixar as associações de municípios como canal de aproximação entre governo e municípios ou região.
Até agora, passado quase um ano de governo, ainda não foi instalado sequer o Núcleo de Gerenciamento de Convênios, e ainda, a Amures se negou a assinar o programa (Recuperar) de recuperação de rodovias através de consórcio, se afastando ainda mais do governo.

É bom lembrar que o novo presidente da Amures pode empreender um novo tempo, visto que integra o mesmo partido do senador Jorginho Melo e do deputado Marcius Machado. Juntos poderão reforçar a atuação da Amures.