Com relação a composição da Câmara, sempre há o vereador que consegue uma cadeira embora tenha sido eleito com uma quantidade de votos muito baixa dos demais.

Nesta atual legislatura, os vereadores João Chagas (PSB) e

Amarildo Farias (PT) se elegeram apesar de contarem com um total de votos muito inferior há cerca de 15 outros que disputaram e permaneceram na suplência.
Chagas foi eleito com 821 votos e Amarildo com 940, enquanto outros como Sérgio Godinho (PTC),

ficou em sexto lugar no ranking geral, com 1.538 votos, não conseguiu ser eleito. Há outros ainda como Suzana Duarte (Cidadania) que fez 1.433 votos, Filício Martins que levou 1.392 votos, Professora Marimília (MDB) com 1.302 e Nilton Freitas (PTB) que com 1.284 votos, mais do que fez Luiz Marin (PP- 1.284 votos) e Jair Júnior (PSD – 11.268 votos) e Ivanildo Pereira (PL – 1.201 votos) e Osny Freitas (PDT – 1.008 votos) que não foram eleitos.
Se não houvesse a possibilidade de coligação na proporcional parte dos atuais vereadores não estariam na Câmara. Na eleição do ano que vem não haverá possibilidade disso continuar acontecendo. Pela primeira vez desde a reabertura democrática.
A possibilidade de formação de legenda acaba puxando muitos candidatos que não teriam condições de eleger-se. Exemplo emblemático foi a eleição do Tiririca, em 2014 que obteve votos suficientes não apenas para elegê-lo como eleger outros cinco candidatos de baixíssima expressão eleitoral.
O fim da coligação na eleição proporcional (na majoritária a coligação continua a acontecer), segundo os analistas políticos, servirá como uma espécie de seleção natural. Apenas os partidos mais aptos e preparados tendem a subsistir. Somente as agremiações com posturas ideológicas claras e organizadas vão continuar, ao passo que os partidos fisiológicos, que servem somente como legendas de aluguel, estariam fadados à extinção.
Todo jogo tem uma regra ,a política não deixa de ser um jogo.A regra permite então esses vereadores foram eleito de forma justa.Ha não votei em nenhum desses citados.
O brasileiro não sabe votar, não possui um comportamento político e nem uma reflexão equãnime para tal, vão atrás de qualquer mito ou malandro que apareça e em lages não é diferente isso, uma cidade pobre sem perspectivas sofre com esse atraso político, uma dependência para calçar ruas, quando tudo gira encima de interesses políticos, a democracia definha.