Colombo passará a ser uma espécie de guru do PSD

“Nunca vi as pessoas se interessarem tanto pela política. Se formos capazes, como sociedade de aprofundar e qualificar esse debate, o Brasil terá enormes avanços. Se ficarmos apenas na superficialidade, nada mudará”.

Com esta justificativa o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) anunciou esta semana que está assumindo, a coordenação de estudos políticos da Fundação Espaço Democrático do PSD, em nível nacional. Aliás, já era esperado pois ele próprio já tinha antecipado que estava buscando este espaço. Creio que nenhum outro estaria mais qualificado do que o ex-governador para isso. Vem com a proposta de promover grande debate sobre o atual momento e uma frase dita por ele me faz crer que assimilou a lição das urnas. Depois de vários meses de estudos e análises entendeu a tónica deste novo momento: a utilização ainda maior das novas tecnologias que nos últimos anos democratizaram o processo político e trouxeram a democracia diretamente para a relação entre as pessoas e o poder. 

Hoje, a força política está muito mais na relação entre as pessoas diretamente com o poder do que das instituições, desgastadas ao longo do tempo pelo fisiologismo e o distanciamento do cidadão e seus anseios e necessidades. As mudanças, no entendimento de Colombo, só virão quando o nível de consciência da população se torna coletivo. Mas, digo, é na relação direta entre poder e cidadão que se sedimentará.

Até então as instituições representavam o cidadão, mas agora o cidadão é representado por ele mesmo, na medida em que se estreita a possibilidade de contato direto. Raimundo Colombo salienta que além de formar essa base intelectual, é preciso espaço para o novo. Com sua experiência ele passa a ser uma espécie de guru político portador destas transformações. Faz isso também como vice-presidente nacional do PSD, de forma voluntária e colaborativa. Depois de tanto tempo no poder, passando pelo mais alto cargo estadualmente (só não foi vereador), é tempo de devolver à sociedade o que ela lhe deu: esta vivência e conhecimento político.

Afinal, tem uma grande capacidade de comunicação, tempo disponível e não precisa de emprego para viver, pois foi o último dos governadores beneficiados com a remuneração vitalícia.

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