Uma sucessão de denúncias

 

 

O prefeito Elizeu Mattos sofreu novo revés na Justiça e agora há pouca perspectiva para seu retorno ao cargo, já que não tem tido nenhum sucesso com os recursos impetrados.  Foi um baque, visto que contava com seu retorno em pouco mais de um mês (3/05). Quando estava prestes a alcançar a água, a justiça chutou o balde e foi parar tão longe que são poucas as chances de alcança-lo antes que entorne.

Para a cidade, pior que todo o escândalo da propina e, o afastamento do prefeito, é o clima de interinidade que emperra o avanço da administração. E pior ainda, a onda de denúncias nesse já caótico sistema político.

 

A corrupção e a improbidade tomaram conta de todo o sistema político de cima a baixo a ponto de, quem aponta o dedo, tê-lo também tão sujo que não lhe dá credibilidade alguma.

 

As acusações se sucedem, criando tal ordem de demandas ao Ministério Público que vão além de sua capacidade de absorvê-las  O insucesso da defesa de Elizeu incentiva que a oposição levante sucessivas denúncias, e daqui a pouco ninguém poderá mais governar o município. Agora respinga no legislativo.

O líder da oposição, Juliano Polese, já informou que a justiça está determinando a revogação da lei que proibiu a Itajuí de participar do processo licitatório da Semasa, citada no processo de improbidade administrativa que prolonga o afastamento de Elizeu, como um dos expedientes para manter o contrato emergencial com a Viaplan.

 

E Juliano também investiu contra seus pares ao dizer que as escutas da Operação Águas Limpas aponta a participação de um vereador da situação “garantindo que o projeto seria aprovado de qualquer forma”. 

 

Se tal acusação vigorar, não haverá espaço na cadeia para colocar os parlamentares que trabalham na cooptação de votos para aprovação de leis em qualquer uma das instâncias do poder legislativo.

 

A lei não foi aprovada com apenas um voto. São responsáveis todos aqueles que nela votaram. Não dá para se esquivar sob o argumento que fora enganado.

O vereador tem a obrigação do conhecer o que está votando.

Há ainda a investigação do Ministério Público com relação à Festa do Pinhão que ainda está em curso. Vai além do uso de laranja em licitação e o Gaeco já ouviu até vários empresários.

 

E nesse panorama de denúncias, na terça-feira, a vereadora Aidamar Hoffer também prometeu levar ao Ministério Público outro caso: a prefeitura concedeu o reajuste dos servidores que ganhavam menos que o salário mínimo, no início do ano, sem que enviasse lei para a Câmara autorizando.

 

Legal ou não, nesse período de interinidade na prefeitura, Toni Duarte também passa por situação difícil, e garanto que, por mais que desejasse o cargo, a experiência pela qual passa, é suficiente para que coloque em dúvida se vale à pena.

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