Fenômenos climáticos deixam a população em sobressalto

 

 

Para quem acompanhou a tempestade de granizo que aconteceu em Lages no ano passado e, agora, os estragos provocados pelo tornado, segunda-feira, em Xanxerê, fica também apreensivo com a constatação que estamos hoje na rota desses fenômenos climáticos.

Até a alguns anos atrás, eram as enchentes o drama que a população de SC vivia anualmente, especialmente nas regiões do litoral e Vale do Itajaí. Em março deste ano completou 41 anos (1974) desde a histórica enchente de Tubarão que deixou 199 mortos e 65 mil desabrigados.

A primeira grande tragédia que ficou marcada na memória dos catarinenses. Depois, em 2008,  a região do Vale do Itajaí sofreu outra grande tragédia natural, com enchente e deslizamentos de terra que deixaram 100 mortos e propriedades devastadas

 

De alguns anos para cá também são os ventos fortes que têm assustado e provocado estragos no Estado, e agora vem se agravando a ponto de vermos editados aqui os tornados que só víamos nos EUA e em filmes norte-americanos. Só que, com uma diferença: lá, na grande maioria das vezes são previstos com antecedência que permite a evacuação das áreas.

Quando Raimundo Colombo assumiu seu primeiro mandato estava ainda muito vívida a tragédia do Vale do Itajaí e, prometeu, inclusive, criar uma secretaria dedicada ao controle dos fenômenos climáticos (Secretaria da Defesa Civil).

Seu propósito era “implantar forte conjunto de ações preventivas para redução dos impactos causados por desastres naturais”. Instalou a pasta e saiu em busca de recursos para implementar tais ações, mas até hoje, de concreto, somente a compra do radar meteorológico. Adquirido dos Estados Unidos, o radar foi instalado em Lontras e estava em teste desde setembro do ano passado. Uma de suas peças apresentou problemas em janeiro, e retornou ao fabricante para reparos.

A promessa é de que seja reinstalada até o final do mês. Mesmo assim só dá cobertura a 77% do território catarinense. A ideia era instalar dois outros radares para cobrir todo o estado: um no Oeste e outro no Sul. O grande problema é que tudo demora muito para sair do papel.

Nem em dois mandatos Colombo será capaz de dar conta dessa promessa. Enquanto isso, o histórico de SC com relação a esses fenômenos é suficiente para apavorar a população a cada ameaça de chuva ou ventos fortes.

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