Direção do Inter responde algumas perguntas do torcedor

 

– A diretoria do Inter proibiu a entrada no estádio com camisas de outros clubes?

R.: Não. No jogo Inter x JEC, de fato houve problema de pessoas que foram barradas na entrada do estádio com camisas de outros clubes, mas não por ordem da direção colorada. O mal-entendido restringiu-se a um dos portões porque nele estava trabalhando uma pessoa prestadora de serviços habituada a trabalhar em estádios onde essa restrição existe. O clube detectou o mal-entendido e assegura que a restrição não foi imposta por sua diretoria. De qualquer forma, o clube é, em última instância, o responsável pelo espetáculo – e, nessa condição, pede desculpas aos torcedores que passaram por esse imprevisto. Isso não se repetirá.

Com isso, Volni Alves Santos, o folclórico “Paulo Vitor” (na foto, ao lado de Marcelinho Paraíba) – figura sempre presente em treinos em jogos do Inter há pelo menos duas décadas -, pode tranquilamente assistir ao Colorado Lageano com as camisas que mais gosta de usar: a de goleiro do Inter de Lages ou a de Rogério Ceni, goleiro do São Paulo e seu ídolo.

– Por que eu tenho que comprar ingresso de um lado do estádio se meu portão de entrada é do outro?

R.: Há mais de um motivo para o clube ter decidido concentrar as bilheterias apenas no portão 3 (rua Jairo Luís Ramos, perto do antigo “pavilhão velho”). O principal desses motivos é segurança. As bilheterias dos portões 1 (rua Humberto de Campos) e 8 (praça do ginásio Ivo Silveira) não têm portas com trancas, o que deixa expostos os colaboradores que atendem nas bilheterias. Em 2014, o clube registrou alguns incidentes nessas bilheterias (felizmente nenhum grave). Isso alertou o clube para a necessidade de aumentar a segurança dos colaboradores que atendem nesses locais. Mas, para contrabalançar, o número de guichês de atendimento nas bilheterias do portão 3 foi ampliado de dois para quatro. É bom registrar que a segurança não se restringe à instalação de portas com trancas, mas também ao deslocamento de vigias para as demais bilheterias. Isso aumenta os custos de uma partida – e, com isso, os custos acabariam pesando ainda mais sobre os torcedores. E a direção do clube não quer isso.

Lembramos que a Fundação Municipal de Esportes, que administra o Vidal Ramos Júnior, fez inúmeras e valiosas melhorias no estádio nos últimos dois anos. Mas, como qualquer órgão público, A FME não pode investir, de uma só vez, em tudo o que é necessário. Com seu orçamento, ela cuida de todas as demais áreas do esporte na cidade, e não apenas do estádio municipal. Não se pode melhorar um estádio de 60 anos, que ficou anos sem receber investimentos significativos, de uma hora para outra. 

– Por que só em Lages tem isso de comprar ingresso de um lado do estádio e entrar pelo outro?

R.: Isso não ocorre só em Lages. Em muitas cidades Brasil afora, grandes e pequenas, as bilheterias são concentradas em uma só parte do estádio, por motivos geralmente relacionados a segurança e custo. Para citar um exemplo conhecido, é o caso do estádio do Pacaembu, em São Paulo. Lá, as bilheterias só funcionam na praça Charles Müller, independentemente do local de entrada do torcedor.

A direção colorada lembra que o torcedor sempre pode evitar de ter que comprar ingresso de um lado do estádio e entrar do outro se aderir ao plano de sócios #InterTôJunto, se comprar ingressos na loja do clube (Serra Shopping) ou se comprar pela internet (neste link), comodidade disponível a partir deste Campeonato Catarinense.

– Por que a diretoria do Inter agora exige certidão de nascimento (ou identidade) de menores de idade e exige também que menores de 16 anos estejam acompanhados necessariamente dos pais, e não mais de um adulto responsável? Não estão inventando frescura demais?

R.: Não se trata de uma imposição do clube, mas de uma exigência legal, que vale para todos os demais estádios de Santa Catarina. O clube está apenas cumprindo uma norma definida pelas autoridades competentes.

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