Ao chegar em São Joaquim, na quinta-feira, o governador Raimundo Colombo foi abordado por um grupo de pessoas que lhe entregou um documento cobrando medidas quanto a má qualidade das obras dos passeios que estão sendo executados dentro do Projeto Acorde, que visa a revitalização do centro da cidade.
O governador prometeu providências e adiantou que obras mal feitas não serão pagas.
Iniciativas como essa nos dá esperança de que, pela cobrança atenta da população, poderemos chegar ao dia em que as obras públicas passem a valer o quanto custa.
São muitas vezes muito caras e utilizam o pior material.
E, são raros os governantes, como foi o caso do ex-prefeito Paulo Duarte, que não contente com a qualidade do asfalto quando da execução da pavimentação do acesso norte, mandou a empresa fazê-lo.
Um exemplo de obra mal feita, nessa mesma área das calçadas é o passeio da Avenida Papa João XXIII, no Petrópolis. Veio verba federal para execução e foi feito “aquele carreirinho”, na administração passada e, ninguém reclamou. Aquilo não pode ter consumido nem 10% do valor liberado para a obra.
Vejam por exemplo o caso da reforma do Centro Educacional e do Cedup Renato Ramos da Silva.
Casos fragrantes de serviços mal feitos que tiveram até o embargo por parte do Ministério Público. Mas que não se teve notícias de reparo dos danos por parte das empresas contratadas.
Os exemplos se somam aos milhares. Mas, nenhum exemplo de cobrança como essa desse grupo de São Joaquim. Deveria ser um dos papeis da comunidade onde tais obras estão inseridas. Mas, a Associação dos Moradores, as quais caberia essa tarefa, só estão hoje voltadas à política partidária.
São usadas como instrumento dos partidos e seus presidentes ficam a mercê das lideranças políticas, quando não eles próprios as usam para galgar cargos políticos. Deixam em último plano a verdadeira razão de sua existência.
Não basta apenas pedir obras. Tem de pedir e acompanhar par e passo, fiscalizando para que se faça um trabalho com qualidade e no prazo previsto.