Moacir Pereira cita as críticas ofensivas por causa do resultado das eleições

 

A decisão do governador Raimundo Colombo de apoiar de forma entusiástica a reeleição da presidente Dilma Rousseff no segundo turno está provocando um bombardeio de eleitores e lideranças em várias regiões.

Nas redes sociais, as críticas são até ofensivas. Boa parte dos eleitores se declara “traída” e chega a pedir o voto de volta.

Os números do segundo turno não favorecem Colombo. A vitória de Aécio Neves(PSDB) foi ampliada em mais de 30%, em relação ao primeiro embate, e a reeleição da presidente deixa o governador em situação delicada entre aqueles que o elegeram.

A dupla ação de Colombo – escondendo Dilma no primeiro turno e batalhando por ela no segundo – revelou-se acertada, do ponto de vista da estratégia. Está ficando cada vez mais claro que Colombo corria risco real de não se eleger no primeiro turno se tivesse abraçado a candidatura Dilma. E, com o crescimento de Aécio Neves beneficiaria Paulo Bauer no turno decisivo.

O governador promoveu vária reuniões com secretários e prefeitos, nas Regionais, apelando pelo voto e pelo engajamento. Patrocinou o encontro do Centrosul, com Dilma e Temer, e ali fez o pronunciamento mais forte e empolgado da campanha. E reiterando que era gesto de gratidão.

Como obras federais vitais para o desenvolvimento de Santa Catarina seguem lentas ou estão paradas, Colombo acaba pagando parte da conta. Tomará posse com menos votos do que os recebidos na eleição.”

 

 

 

Ele desmente o que alguns falam por aqui, da neutralidade do governador no segundo turno. Colombo não se manteve neutro, não.

 

Mas, não vejo que isso tenha problemas. Afinal, não vivemos numa democracia?

 

Acho que está faltando justamente isso: que parte da população brasileira se acostume com a democracia e aprenda a respeitar a decisão da maioria.

 

 

Explicação para intolerância

 

 

Fiquei surpresa com a declaração do filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp, sobre a intolerância pelo resultado das eleições via redes sociais e a onda preconceituosa contra o norte e nordeste. Disse que pode ser fruto do crescimento da presença de grupos neonazistas, que espalham suas ideias racistas e xenófobas, aproveitando as facilidades oferecidas pela Internet. Ideias essas “que são amplificadas pelos ressentimentos que só aguardam o momento para se expressar.”

 

  • A eleição foi o clima preparado para a ação desses radiais”, disse ele.

 
 

Deixe um comentário