O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, ofereceu denúncia contra uma advogada, vários empresários de uma mesma família, pessoas ligadas a eles e agentes públicos, em razão dos crimes investigados no âmbito da Operação “DNA do Crime”, deflagrada em 2 de junho de 2026 e decorrente da Operação Mensageiro.
Após o oferecimento da denúncia pelo MPSC, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão da relatora, determinou a notificação dos denunciados para o oferecimento de defesa.
Os empresários ligados à área de coleta e transporte de lixo, que já figuram como réus em outras três ações penais ajuizadas pelo Ministério Público, e pessoas próximas a eles, incluindo funcionários e familiares, além de agentes públicos vinculados à Prefeitura Municipal de Rio do Sul, foram denunciados por promoverem e integrarem organização criminosa constituída para o cometimento de crimes de fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Além disso, no dia da deflagração da Operação DNA do Crime, apurou-se que uma advogada, a qual havia recebido legalmente algumas informações sigilosas sobre a Operação por atuar junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, havia vazado os dados sigilosos para uma das investigadas, a qual então agiu tentando se esquivar da ação das autoridades. Em razão dessa conduta, a advogada foi presa em flagrante e posteriormente denunciada pelo MPSC, pelo crime de impedir e embaraçar investigação envolvendo organização criminosa.