
Eu gostaria de deixar registrada a minha revolta e a minha indignação quanto às circunstâncias do acidente que levou meu sobrinho, Gabriel. Infelizmente, ele foi vítima da imprudência e da irresponsabilidade do motorista da Fiorino, para quem trabalhava e ao lado de quem estava, no banco do carona, naquele momento.
Ao tentar uma ultrapassagem em local proibido, o motorista não pensou na própria família e destruiu a nossa com a morte do João, principalmente a da mãe dele, minha irmã, que está arrasada. Além disso, colocou em risco a vida das pessoas que estavam nos outros veículos envolvidos no acidente.
O resultado final de tudo isso não diminui a responsabilidade do motorista, por mais querido que ele fosse por familiares e amigos. A lei é a lei. Quando você opta por não cumpri-la, é você quem paga o preço por essa escolha, ainda que de forma trágica. O que revolta é quando essa irresponsabilidade ultrapassa a própria vida e passa a envolver a vida de terceiros.
Embora não pareça ser o momento mais apropriado, a verdade precisa ser dita, doa a quem doer; é justo. O que não foi justo, foi alguém decidir pela vida de um menino de 20 anos de idade. Repito: de forma irresponsável.
Jean Carlo Lima