O sonho de R$ 1,4 bilhão que depende da construção de oito novos presídios

A proposta de transformar o Complexo Prisional da Agronômica, em Florianópolis, na “Cidade da Cultura” é um dos projetos urbanos mais ambiciosos de Santa Catarina, mas esbarra em um desafio logístico e financeiro monumental: a necessidade de criar 9 mil novas vagas no sistema prisional antes de qualquer demolição.

A desativação do Complexo da Agronômica, na capital, voltou ao centro do debate na Alesc nesta semana. O projeto ainda é uma promessa sem data no calendário. O motivo? Santa Catarina precisa construir oito novas unidades prisionais em diferentes municípios para absorver os 2,6 mil detentos atuais e suprir o déficit de vagas.

O secretário adjunto de Justiça, Leandro Ferreira de Melo, foi claro: sem as novas penitenciárias concluídas (quatro delas atualmente suspensas pelo TCE), a Agronômica não fecha. O investimento total previsto pelo Estado chega a R$ 1,4 bilhão. Enquanto a Secretaria da Fazenda avança com estudos de Parceria Público-Privada (PPP) e registra 87% de aprovação popular para o centro cultural, a realidade do sistema prisional dita o ritmo lento da mudança.

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