Inauguração da Reforma Externa do Complexo da Polícia Civil em São Joaquim

Como é de conhecimento, o Complexo da Polícia Civil em São Joaquim foi idealizado na década de 1990, entretanto, após sua inauguração em setembro de 1998, a estrutura enfrentou um longo período de abandono. Por 28 anos, o prédio não recebeu nenhuma reforma.

A situação tornou-se crítica: o mofo tomou conta das paredes, exalando odores que causavam problemas respiratórios nos servidores, e a cobertura tornou-se vulnerável ao clima rigoroso de São Joaquim. Em eventos climáticos recentes, a estrutura da garagem chegou a sucumbir, com telhas atingindo as viaturas oficiais. Somado a isso, a falta de acessibilidade isolava cidadãos idosos e pessoas com deficiência.
A mudança de rumo ocorreu em fevereiro de 2023, quando a nova gestão da Delegacia Geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel em conjunto com a gestão local da Delegacia Regional de Policia de São Joaquim/SC, elegeu a reforma externa do prédio como prioridade absoluta.
O processo começou com a regularização patrimonial do imóvel junto ao Estado e a viabilização da obra contou com uma parceria crucial da Prefeitura Municipal de São Joaquim, que forneceu os projetos técnicos e operou o certame licitatório
A reforma externa, avaliada em R$ 144.614,00, foi custeada com recursos do convênio de trânsito e executada entre novembro de 2025 e março de 2026.

6 comentários em “Inauguração da Reforma Externa do Complexo da Polícia Civil em São Joaquim”

  1. Chamar uma chinelagem dessa de “complexo” é a nordestização do Sul mesmo. Coisa típica de coronéis do sertão e da seca exagerar muito nas migalhas que fornecem. E tudo ainda pintado de preto, de cabo a rabo, igual a SS, em lugar do azul, a cor universal da Polícia!

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    • Antes de comentar, o jumento deveria de saber que CONFORME PADRONIZAÇÃO NACIONAL, as Polícias Civis possuem as cores preta e branca como padrão.
      É como dizem: Idiotas sempre existiram, mas, a internet deu a voz a eles…

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      • Caro Henrique, eu nunca aceitei padronização SS (sem respaldo da lei e sua prévia discussão democrática parlamentar), porque rodei em Fusca que era azul, Fiat 147 que era azul, em Chevette azul, Opala azul, Ipanema azul…além de algumas poucas multicoloridas que eram Corsa, Meriva, mas isso no tempo em que se começou a sobrar viatura e faltar é policial. Essa tentativa séria de padronização, comungava uma colorização baseada em branco, pelo menos nas viaturas, com a PM, e seu real propósitos psicológico e moderno era o de UNIFICAÇÃOD DAS POLÍCIAS (que não vingou infelizmente, mas creio que a resistência foi da PM…). Pelo menos um colega Policial falou em viatura do Joaozinho Trinta, jocosamente, pois seriam “carnavalescas”. Percebas tu, que talvez até goste de tropas de choque, que a padronização “schutz…. ” é relativamente recente, em termos históricos. Além de militarização, o que há, é uma planificação junto à União que também criou uma Guarda Nacional pela mão do petismo, que é parente próximo do tão temido aqui no blog “Comunismo”. Abrir mão do Azul, além de aceitar militarismo, foi abrir mão da autonomia do Poder Loca catarinense, um gesto de submissão ao poder de Brasília, centralizador, planificador. Note que aboliram também os distintivos estaduais e padronizaram uma imitação do distintivo da polícia diretamente subordinada ao poder em Brasília, fazendo todos uma cópia do original. Eu considero lamentável esse povo que me chama de Jumento mas aplaude a destruição do legado policial civil que não vivia de imitação, que não fazia contrafações de coisas de Brasília, de ideologia.. Talvez uma ideologia remotamente Norte-Americana, pois era de onde tudo foi copiado nos anos 60, quando nasceram as Polícias Civis chefiadas por Delegados quase magistrados, o que logo acabou com a Constituição de 1988.

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  2. João , reavalie sua manifestação . Primeiro : universal ? O que existe é algo relacionado nacional/ oficial. Segundo : essa cor azul citada deve ser em outro Estado . Terceiro : por aqui ” SC” é preto , branco e cinza. Então a estrutura que você menosprezou está entre as cores oficiais de SC. Em 28 anos , pela matéria não havia nenhuma melhoria . Devemos parabenizar o delegado responsável e equipe pela iniciativa. Não é despesa, mas investimento em melhor estrutura . Parabéns equipe São Joaquim pelo esforço e determinação em fazer algo e deixar de completar 29 anos sem melhoria .

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  3. Amarildo, primeiro, eu não critiquei a necessidade da reforma. Critiquei duas coisas bem determinadas: o uso inflado da palavra “complexo” para uma estrutura que, pela foto e pelo valor da obra anunciada, é evidente medíocre; e a opção por pintar tudo de preto, em vez da antiga tradição azul historicamente associada à polícia. A sua resposta não enfrenta nenhuma dessas duas questões. Você troca o mérito do debate por elogio de gestão, coisa corriqueira no blog onde tudo vira política partidária.

    Segundo, convênio de trânsito além de não servir para propaganda política, deveria na verdade servir para a fiscalização do trânsito, à engenharia de tráfego e de campo, à aplicação de medidas administrativas e penalidades, à arrecadação de multas e à sua destinação. Portanto, quando uma reforma predial passa a ser festejada como façanha de gestão, usando dinheiro dessa fonte que deveria ser vinculada, o mínimo que se impunha era cautela na bajulação.

    Terceiro, o TCE admite, em hipóteses específicas, que a receita de multas de trânsito alcance a conservação e manutenção predial de delegacias que abriguem órgãos de trânsito, mas se até a conservação supostamente tardia de prédio público precisou ser paga com verba carimbada do trânsito, o que temos é penúria no custeio ordinário e tentativa sutil de vender manutenção supostamente atrasada como algo épico, mas que na verdade é o cumprimento do básico (TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Processo n.º @CON 21/00251583, Decisão n.º 20/2022. Disponível em: https://consulta.tce.sc.gov.br/RelatoriosDecisao/ConsultaDecisao/2100251583_146121.pdf).

    Quarto, essa majestade verbal de “complexo” também não impressiona. Santa Catarina já usava oficialmente a expressão “Complexo Policial Civil” ao menos em 1999, no caso de Rio do Sul; logo, esse vocábulo não prova grandeza material alguma, apenas um velho hábito burocrático de inflar repartições por linguagem. Quando se juntam nome pomposo, abandono de quase três décadas e reforma externa modesta, a impressão que fica não é a de um grande feito administrativo, mas a de propaganda construída em cima do básico que não foi feito a tempo (ESTADO DE SANTA CATARINA. Diário Oficial do Estado, 25 ago. 1999. Disponível em: https://acervo.arquivopublico.sc.gov.br/uploads/r/arquivo-publico-do-estado-de-santa-catarina-apesc/6/3/2/632e28770a329c32bb5648728db38b37033d7636a7c919e93ad6af7ece9b7dc4/c9032a46-3671-4cd8-8253-e8fe9ed8cfec-18147-DOE_16237_25_08_1999_32F.pdf).

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  4. Saiba que a cor azul é cor da Polícia em todo o canto do mundo civilizado… Capacetes azuis da ONU, já ouviu falar? Azul é cor da Magistratura também, da Justiça etc, porque é símbolo da pacificação, era para ter sido uma Polícia Judiciária, um serviço, e não uma “força pública”, fardada, militarizada conforme se tinha nos anos 50… foi então criada em Santa Catarina (que até então tinha bom gosto estético por influência Italiana, vide Brasão de Armas de SC) em azul e branco, imitando o padrão mundial. Só depois que inventaram de colocar tudo preto, não faz muitos anos, por “decreto”. A moda do preto brasileiro (assim como o uso da palavra “forças”) é uma retrocesso civilizatório. Todas as polícias criminais, investigativas, de renome, usam azul (FBI por exemplo, assim como a espada e balança do Direito). Infelizmente, depois de reavaliar, o uso do termo “complexo” em algo que a notícia diz ter até forro, em (lugar de lage de concreto?), indica que não se tem orçamento próprio de custeio, vivendo de esmolas do que era para ser do trânsito. Igual ou pior que escola vive de muletas e “doações’?. 140 mil também me parece um valor baixo para melhorar um prédio público pretensamente abrigando um “complexo”. Uma verdadeira estrutura que além do aspecto material, não teria dentro deles poucos policiais (aberta 24 horas)… poderia ser chamada de “complexo” sem lembrar as guarnições PM/PC do interior da Bahia, inauguradas pelo Antonio Carlos Magalhães nos anos 90.

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