Secretários se contradizem quanto aos valores repassados para a Serrana

As vereadoras Suzana Duarte e Elaine de Moraes (Cidadania) lembraram essa semana dos diversos pedidos de informações que foram feitos à direção da Semasa sobre os dados contábeis e nenhum deles veio com uma resposta condizente. Na maior parte das vezes eram fornecidos números que não fechavam e quando questionados o próprio secretário Jurandi Agustini dizia que estavam equivocados. Questionados esses mesmos números junto à Secretaria da Administração, Antônio Arruda igualmente informava que não estavam corretos.

“No ano passado, no final do ano, estava no Portal Transparência a informação do pagamento de mais de R$ 20 milhões para a Serrana e agora, no início do ano, fomos verificar já estava em R$ 13 milhões. Sumiram com R$ 7 milhões. E podemos comprovar porque tínhamos feito os prints”, conta Susana. Ao mostrar isso na Câmara e colocar esses números em um pedido de informação, os responsáveis se contradizem.

 “Primeiro encaminhou  uma resposta dizendo que não tinha contado com outro valor. Nem eles mesmos se entendem, pois, o próprio Arruda disse que nenhuma das respostas anteriores feitas por Jurandi estava correta. Ele colocou os valores bem diferentes. Portanto, não conseguimos ter certeza sobre nenhum dos valores: o que está no portal é uma coisa e o que está nas respostas é outro,” conta a vereadora;

Suzana observa como fica difícil fazer essa fiscalização embora saibam que há discrepância nos números fornecidos. Esses valores contraditórios foram encaminhados pela vereadora ao Ministério Público, na capital.

“Outra coisa estranha é a dispensa de licitação desde dezembro de 2020”, informa Suzana.

2 comentários em “Secretários se contradizem quanto aos valores repassados para a Serrana”

  1. Mais um “desagravo”.

    Quando postei aqui, perguntando onde estavam os R$ 7.000.000,00 da diferença entre 20 milhões e 13 milhões, “mandaram recados” até da SEMASA “afirmando” que “minhas ideias não correspondiam aos fatos”: correspondem aos fatos sim, sou incisivo mas não trago mentiras, só verdades!

    Pois bem, reitero a pergunta que não pode calar: onde estão os R$ 7.000.000,00 da diferença?

    E teremos mais perguntas em breve, como por exemplo, acerca da nota de R$ 6.201.000,00 fornecida para pgto de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP), que, depois da denúncia ao MPSC foi “desdobrada” em parte com fornecimento de materiais.

    Coincidentemente, a mesma da denúncia que se encontra também se encontra no MPSC, do “pacote com dinheiro” que foi gasto numa elegante e caríssima clínica de cirurgia plástica da capital catarinense.

    Responder
  2. Seu José, eu nao teria muita fé nesse MP, muito menos no lageano. Vais tu em cana e processado, condenado, muito antes daqueles que tu delata, se forem. Quanto maior a tua denuncia e tuas provas, menos vao te apoiar.

    Responder

Deixe um comentário