Lages precisa ter um projeto para instalação da Ceasa

Segundo o que destacou um dos proponentes da audiência pública, realizada quinta-feira passada, a respeito da instalação de uma unidade da Ceasa em Lages, vereador Osny Freitas (PDT), foram convidados todos os prefeitos da região, mas somente um deles, o prefeito de Uribici, Antônio Zilli compareceu.

Porque, talvez seja realmente o único que tenha a dimensão da importância do empreendimento. Seu município é o maior produtor de hortifrutigranjeiros na Serra e de lá saem diariamente centenas de caminhões carregados rumo aos Ceasas do litoral – Hoje existem apenas quatro unidades; Joinville, Blumenau, Tubarão e São José. Mas Zilli observou que a empreitada não será fácil, mas é necessária e precisa ser abraçada por todos.

O representante do governo, o atual diretor presidente da Ceasa/SC, José Angelo Di Foggi veio na audiência apenas para dizer que é preciso projeto e alertar que embora haja uma movimentação pela privatização das unidades, ele particularmente, não é favorável. Isso porque seria o fim do pequeno agricultor (agricultura familiar) que é o principal foco da Ceasa hoje.

Pelas dificuldades existentes, lembra que a população do campo está envelhecendo e está difícil manter as pessoas no campo se não lhes der estrutura para lá permanecerem. Uma delas, evidentemente, é garantir a comercialização do que produzem.

Foram apresentados alguns depoimentos de agricultores falando desta dificuldade durante a audiência pública. O secretário do Desenvolvimento Econômico, Mário Hoeller de Souza, citou que a unidade da Ceasa mais perto do Oeste é a de Blumenau.

Deputado Marcius Machado esteve na audiência levando o apoio às ideia

Com uma unidade em Lages, todos os comerciantes desde o extremo-oeste virão para cá buscar suas mercadorias. Ainda não se tem um levantamento aprofundado da movimentação de cargas desta área na região, o que deverá ser a partir de agora para se elaborar o projeto de implantação, mas José Angelo adianta que das 332 mil toneladas/ano comercializados pela unidade de São José, cerca de 35 mil toneladas/ano vem para a Serra, ou seja, 11% de tudo o que é comercializado lá. Não sabe precisar também qual é o volume de mercadorias que vai da Serra para lá.

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