Com 21 vereadores a Câmara tinha apenas 20 funcionários. Hoje tem mais de 100

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“Apenas um pitaco sobre o número de vereadores: fui vereador por dois mandatos, todos os dois com 21 vereadores. No primeiro mandato elaboramos a Lei Orgânica do Município e tivemos que contratar alguns assessores, que somados ao quadro efetivo chegava a 20 servidores. No segundo mandato tivemos que mudar todas as leis que estavam em desacordo com a nova Lei Orgânica, além de elaborarmos algumas leis fundamentais para o município; tipo estatuto do servidor, Instituto de Previdência do município e outras tantas. Passamos então a contar com o quadro efetivo de funcionários na Câmara que totalizavam 13 funcionários, sendo que quatro deles por não termos função no momento, colocamos à disposição da prefeitura. 21 vereadores um excelente trabalho e um custo no mínimo 20 vezes menor que o da Câmara de hoje. Não é o número de vereadores que acarreta custos, mas as atividades meio que são plenamente dispensáveis. Nosso salário à época representava, proporcionalmente menos que a metade do salário do vereador hoje”, informa João Cardoso.

Ele foi vice-prefeito do município na gestão de Paulo Duarte e posteriormente vereador, portanto tem condições de opinar. Embora discorde com relação ao número de vereadores, pois quanto mais forem, maior será o número de demandas: assessores, verba de gabinete, celulares, contas de telefone e por ai vai uma longa lista; concordo com João Cardoso a respeito do crescimento vertiginoso de cargos e funcionários no legislativo.

Isso sem falar que estão querendo fazer novo concurso para efetivar mais gente com salários que, com o tempo – triênios, quinquênios, gratificações, vale alimentação etc…, vão chegar próximo àquele servidor que recebeu R$ 55 mil no final do ano passado.

E, depois de efetivado, é um custo para toda a vida. A folha de pagamentos da Câmara não é pequena e não se vê vereador nenhum falando disso.

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