Restauração do casarão estará concluída até o final do ano

 

A empresa Terra foi contratada para fazer a restauração do casarão Juca Antunes e os trabalhos já iniciaram em janeiro. Tem um total de 12 meses para concluir os trabalhos. O terreno já foi adquirido pela antiga empresa Triunfo com recursos de compensação de algumas hidrelétricas, entre elas a de Garibaldi, construída em Abdon Batista e em funcionamento há 5 anos.

A empresa chinesa CTG Brasil que adquiriu a Triunfo se encarregará também da restauração do casarão, cujo custo será de R$ 2 milhões, para então entregar à municipalidade. A Fundação cultural ainda não decidiu sobre a utilização do espaço, e deve fazer um amplo debate com a comunidade antes de decidir. Inicialmente se falou em instalar alí o Arquivo Histórico, mas parece que não é mais esta a ideia, até por motivos técnicos.

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O arquiteto encarregado do restauro é Lurian Furtado Anselmo. segundo ele, toda a parte exterma da edificação é ainda original de 1850.

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Através dos painéis instalados no tapume da obra pode se conhecer os detalhes desta construção histórica.

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A ocupação do imóvel ao longo do tempo e até dados a respeito de seu primeiro ocupante, o Coronel Juca Antunes estão alí retratados

Construído em meados de 1800, o Casarão Juca Antunes, um dos patrimônios arquitetônicos de Lages (SC), começa agora uma nova fase. Foram iniciadas em janeiro as obras de restauração que vão recuperar as características arquitetônicas originais do imóvel, assegurando a preservação de sua história e proporcionando a sua utilização como um bem público. 

 
As obras preveem a restauração de toda a estrutura de telhado, forro e piso, além de pintura e outras adequações na estrutura. A ideia é resgatar as características originais do imóvel, que será entregue à prefeitura da cidade, que ficará responsável pelo seu uso após o processo de restauro.
 
Caraterísticas da arquitetura luso-brasileira presentes nesta edificação traz algumas técnicas curiosas: as telhas, ainda originais, foram literalmente feitas nas coxas. Eram modeladas nas coxas dos escravos. 
Segundo o arquiteto Lurian esta edificação é o último exemplar da época ainda em pé na área urbana.
 

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