Pelo porte de Lages já não cabe mais férias coletivas na prefeitura por 30 dias

 

É verdade que depois de muitos verões esse será o primeiro em que a falta de água não liderou as manchetes dos jornais no mês de janeiro.

Por ironia do destino ou não, a Semasa fez um bom trabalho e investimento na melhoria da distribuição da água nos últimos dois anos.

 

Ao invés dos problemas de falta de água, 2015 iniciou com a população reclamando muito a respeito das condições das ruas e a falta de ação da prefeitura para a solução dos pequenos problemas do dia a dia da comunidade.

 

O que nem teria maior repercussão se não fosse o fato da administração praticamente parar por 30 dias por conta das férias coletivas. Essa medida até pode ser adotada por municípios pequenos, mas não cabe à uma cidade como Lages porque o volume de demandas diárias são muitas.

 

É preciso que a administração reflita sobre isso e passe a adotar uma nova sistemática para que os servidores possam gozar do direito de suas férias sem que interfira na vida da comunidade.

 

Quando se fala que o gestor tinha que administrar os órgãos públicos como se fosse uma empresa, está se falando também nisso. Porque não se fazer uma escala de férias, em cada repartição, de forma a que todos possam goza-las e as atividades não sofram solução de continuidade?

É dentro dessa nova perspectiva que o governador Colombo optou, por exemplo, por eliminar um já centenário instituto da licença prêmio, que permitia ao servidor público ausentar-se por três meses a cada cinco anos de trabalho, como prêmio por assiduidade.

Conheci servidor estadual que por conta de licenças prêmios e as licenças de saúde permaneceu mais de anos afastado de sua repartição.

Sabemos que perder regalias revolta aos que dela podem ser beneficiados, mas não há como negar que já não comportam dentro do novo modelo que se impõe à administração pública.

 

Felizmente as férias coletivas terminam hoje e a prefeitura retoma as atividades na segunda-feira

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