Não são poucos os comentários a respeito da quantidade de pessoas que estão hoje na folha de pagamentos da prefeitura. É voz corrente que há muita gente recebendo sem que tenha tarefa a executar, entre os mais de seis mil servidores. Número considerado muito elevado para o tamanho da população.
E não falamos dos servidores efetivos, os que realmente carregam a administração. Por isso acho que num universo de quase sete mil pessoas, a eliminação de 100 funcionários é uma medida muito tímida para atender ao argumento de que é preciso enxugar a folha, mesmo sabendo que estariam nesses cargos comissionados os maiores vencimentos.
Não dá para entender que independente da medida de se terceiriza funções e ações, o quadro de servidores continue crescendo indefinidamente. A saúde e a Educação são as áreas mais inchadas, na medida em que se concentram aí as principais atividades da prefeitura. Na secretaria da Infraestrutura, por exemplo, a maioria das obras é contratada.
Só na saúde são quase dois mil funcionários e na educação também beira a isso. Tanto que na reunião do colegiado, semana passada, houve a determinação de se fazer o cerco sobre as licenças médicas.
Cerca de 200 funcionário em licença de saúde
Entre os professores em média, há sempre cerca de 200 em licença. Isso pesa na folha, pois aqueles que se ausentam precisam de substitutos. Nas medidas discutidas estariam até um levantamento para detectar a origem dessas licenças, para saber quais são os médicos que as fornecem e se averiguar sua real necessidade.
Caso detectado irregularidades, até os médicos serão punidos
A moralidade no serviço público vai além da propina vergonhosa paga ou cobrada. Práticas que têm de ser extirpada das administrações. Mas também passa por tais questões, pois um médico que fornece licença sem que as condições do paciente assim exijam, ou o funcionário que tira licença sem precisar, também está lesando o patrimônio público e praticando um ato igualmente condenável.
Se de fato o quadro da prefeitura chega a 7 mil pessoas, significa dizer que temos o equivalente a um servidor para cada 22 cidadãos lageanos.
