Na segunda-feira o setor de Saúde viveu uma reunião histórica: representantes da comunidade, diretores de hospitais e representantes políticos (deputada Carmen Zanotto e o vereador Luiz Marin) sentaram-se lado a lado para discutir melhorias no atendimento à população, especialmente a redução das filas.

Fotos: Zé Rabelo
É certo que a reunião foi provocada pelas Associações de Moradores, mas que já tinham tentando outras vezes, sem sucesso.
Precisou se passar dois anos e o seu partido, o PPS, assumir a administração para a secretária da Saúde, Cristina Subtil, abrir-se para o diálogo.
A conversa era difícil mesmo com sua equipe de trabalho, tanto que teve atritos com seu diretor-financeiro e os funcionários da Saúde distribuíram carta aberta para reclamar das condições de trabalho e os problemas do setor. Poderia dizer, como o fez ao anunciar sua permanência no cargo, que lhe faltava independência para tocar a pasta.
Alegou que lhe faltava independência
Mas, não creio que nesses dois anos em que esteve à frente da Saúde lhe tenha sido impedida a realização de uma reunião com representantes da comunidade. E nem que desconhecesse os problemas que foram levados à reunião. Mesmo porque já são de conhecimento público.
Solução continua vinculada a vinda
de mais verba
Sabemos que não é com essa reunião que se resolverá todos os problemas e entraves. Tanto que a solução foi vinculada ao atendimento das demandas junto aos governos do Estado e federal. Mas, pelos menos, pode abrir as possibilidades para se adotar pequenas medidas que no dia a dia fazem a diferença.
É óbvio que o volume de remédios nunca será suficiente, as consultas e exames sempre serão aquém do previsto, pois, as demandas são ilimitadas e a verba é limitada, mas possibilita dividir com a comunidade o problema e juntos definirem ações.

Participação é mais aparente do
que efetiva
Agora no poder, o PPS tenta dar essa nova conotação à gestão, de administração compartilhada com a comunidade, mesmo que seja mais aparente que efetiva, pois na prática tem de tocar as obras e ações já planejadas, contudo ganha a simpatia da população. O resultado só poderemos conhecer com o tempo, pois se também abre espaço para a comunidade, cria-se novas expectativas que nem sempre são possíveis de atender.