A empresa Itajuí assumiu na segunda-feira passada os serviços da Semasa em substituição a Viaplan que foi o epicentro de todo o escândalo que culminou com a detenção do prefeito Elizeu.
A transição se deu de maneira muito rápida e sem traumas, porque, na realidade, permaneceu todo o corpo de funcionários da anterior.
Fontes internas asseguram que há empresários com participação acionária em ambas, inclusive com fortes ligações com a empresa que prestava o serviço anteriormente: a Águas da Serra.
Entendo que seria necessário que o Ministério Público fizesse essa investigação para esclarecer o que já se comenta a longo tempo a respeito.
Conta à lenda que, quando, em nome de Elizeu Mattos, algumas pessoas foram ao senador Luiz Henrique buscar ajuda, esse teria perguntado o nome das empresas que estariam envolvidas. Colocou às mãos na cabeça e respirou fundo quando lhe foi dito. No início de seu governo em Joinville teria sido procurado por esses mesmo empresários, disse ele.
Seria muito bom que o Ministério Público esclarecesse a respeito, já que tem condições de fazer isso.
Contrato com a Viaplan era de R$ 900 mil/mês e da Itajuí é de
R$ 1,1 milhão/mês
Outra questão que também teria de ser esclarecido: o valor do custo mensal do contrato emergencial da Viaplan era de R$ 900 mil/mês e estaria pagando propina de R$ 165 mil/mês para mantê-lo.
Entender-se-ia então que o serviço estava sendo superfaturado. Contudo o contrato firmado com a empresa vencedora da licitação, que passou a assumir os trabalhos, elevou o custo para R$ 1,1 milhão/mês e pelo que sabemos não está pagando por fora.
O esperado é que quando licitado de forma correta e legal o custo para a Semasa seria menor.
Mas não foi o que aconteceu. Tem razão o prefeito interino, Toni Duarte, quando disse que quer analisar todos os contratos e licitações feitas, pois certamente é bastante estranho.
Será que todo o escândalo serviu para elevar ainda mais o custo dos serviços para a Semasa, pois uma vez sozinha a Itajuí impôs o preço que quis?
Não seria então o caso de se anular a licitação para começar tudo de novo?