Colombo lembra que esse não é um novo governo, mas um governo novo

 

A contar pelo volume de recursos que o governo Colombo tem para gastar nesses próximos quatro anos, muito ainda poderá fazer nesse segundo mandato que inicia hoje.  Praticamente gastou quase três dos primeiros quatro anos correndo atrás de recursos, azeitando a máquina estatal e fazendo planos.

 

Dos R$ 10 bilhões só

gastou 20%

 

Mas conseguiu levantar, por empréstimo, é verdade, cerca de R$ 10 bilhões, para fazer as obras necessárias. Serão usados com prioridades em melhorias das estradas e do atendimento à saúde, com a construção de hospitais e aprimoramento dos serviços. Desse dinheiro, só gastou 20% até agora, portanto ainda há muito para investir.  Ainda nessa gestão que se finda, Colombo destinou a grande parte dos 20% do montante aos municípios.

 

“O mais prefeito de todos

os governadores”

 

Ele prometia quando assumiu, ser o mais prefeito de todos os governadores. E no que concerne a distribuição dos recursos do Fundam, se empenhou nisso, e cada um dos 295 municípios estão recebendo em média de um a dois milhões de reais para serem aplicados onde mais precisarem: a maioria na pavimentação de ruas e melhoria das estradas.

 

Governo só deslanchou a partir do terceiro ano

 

Mesmo que o governo de Colombo tenha deslanchado a partir do terceiro ano, no balanço geral, o desempenho foi bom, tanto que os catarinenses autorizaram, pelo voto, a permanecer por mais quatro anos.  

Particularmente aposto que o segundo mandato deverá ser melhor, pois além de ter todo esse dinheiro para investir visando melhorar a vida dos catarinenses, ainda está fazendo uma reestruturação corajosa do governo.

 

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Reestruturação corajosa

 

Falo isso especialmente me referindo à proposta de reduzir em 500 os cargos comissionados que hoje somam 1.700. Será uma economia significativa para a receita estadual, mas, sobretudo uma tentativa de moralidade administrativa. Grande parte desses cargos extintos, acredito, estão nas Secretarias Regionais que agora passam a exercer uma função diferente e muito mais eficaz.

Se antes as SDRs tinham muito mais uma função política para alavancar candidaturas e acomodar aliados, hoje passa a ser uma agência de desenvolvimento, a serviço das regiões, com uma função muito mais técnica.

 

 

Após acompanhar a posse do governador Colombo e a posse dos secretários, o colunista Moacir Pereira fez esse comentário:

 

“Em Santa Catarina, a chamada coalizão impôs secretários. Ao invés de uma lista de secretariáveis para que o governante fizesse a melhor escolha, aquela que se identificasse com o interesse público dos catarinenses, valeu a indicação das cúpulas partidárias.

 

A falta de entusiasmo popular e politico nas duas cerimônias de posse (dele e de Dilma Rousseff) não foi só reflexo de uma data inoportuna. Foi também resultado de uma relativa decepção com inexistência de efetiva renovação, de mudanças. Com projetos, ideias e, sobretudo, com a nominada dos novos governantes.”

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