Alguns moradores da Penha protestam contra a nominação da creche que ainda não foi nem construída. Até agora só aconteceu a terraplenagem do terreno, mas a Câmara dos Vereadores já aprovou proposta do vereador David Moro, lhe dando o nome de Elvas Flávio Lenzi.

Segundo Moro é o nome do antigo proprietário do terreno onde a creche será construída. Mas, conforme o presidente da Associação de Moradores, nunca sequer morou no bairro e ninguém o conhece.
Questiona também que os moradores nem foram consultados para a definição do nome do Ceim. De fato,
hoje as obras nem saem do chão ou são concluídas e já estão devidamente nominadas.
Veja por exemplo a UPA, próxima a rodoviária. A obra não anda. Está lá há meses sem sair do lugar. Mas já tem nome: Maria Gorete dos Santos.
Nada contra as pessoas homenageadas.
A questão é a forma com que essa denominação acontece, de forma tão arbitrária e pessoal. Um único vereador resolve homenagear alguém. Entra com o projeto na Câmara e, pronto: está aprovado.
Até hoje nunca vi uma proposta dessa natureza ser rejeitada ou muito menos questionada pelos demais vereadores.
Quando se trata de uma obra, teria de ser submetido à apreciação da comunidade onde está localizada. Às vezes, um vereador que não tem nenhuma identificação com a comunidade é que decide, sem consultar ninguém, visando homenagear alguém ou famílias de suas relações ou de seus interesses.
Cito aqui, o caso do deputado Jorginho Melo que entrou com projeto para nominar os viadutos da BR 282. Quedireito teria ele, se nem daqui é, sem consultar a comunidade, determinar o nome de tais obras a sua revelia? Ele fez alguma reunião com a comunidade para discutir o assunto? Obviamente que não.
Vereador Domingos entrou com projeto para preservar nomes dos CRAS

Vereador Domingos Rodrigues disse concordar com a necessidade de consulta à comunidade na denominação das obras públicas. Cita que em todos os projetos de sua autoria para nominar os seis CRAS e também a Casa de Atendimento à Mulher (que recebeu o nome de Rosalina Rodrigues e não é sua patente) teve o cuidado de buscar informações e opiniões para que fossem contempladas pessoas que realmente tiveram ligação com a comunidade.
Tanto que, para preservar isso, teve anteriormente aprovado pela Câmara outro projeto para garantir que a escolha dos nomes para os CRAS implantados, recaísse sobre pessoas ligadas à comunidade a que servem e com trabalhos prestados na área.
