O questionamento do eleitor

 

O eleitor José Wanderley Pereira questionou, através do Correio Lageano, os candidatos ao governo, sobre uma prática comum dos governantes eleitos que é chamar deputados eleitos para ocupar cargos no governo. A sua preocupação seria a ocupação política dos cargos no governo.

 

Respostas dos candidatos

 

A maioria dos oito candidatos argumentou de que não pretende fazer isso e, o mais contundente na resposta foi o candidato do PT, Claúdio Vignatti.

Paulo Bauer repetiu o discurso já gasto de que vai governador com gente competente. Portanto, a competência pode estar em todo o lugar, inclusive entre os deputados eleitos. Mas, certamente, ele a encontrará entre os militantes dos partidos coligados.

Raimundo Colombo não mentiu, omitiu. Disse que ainda é muito cedo para pensar nisso. Obviamente que chamará, mesmo porque, entre os 12 partidos coligados há muito interesses a serem atendidos.

 

Chamar deputado para o governo entra no acordo das coligações

 

Chamar para o governo é uma espécie de premiação à sigla ou ao candidato pelos desempenhos ou ajuda nas urnas. Se não fosse assim, poderia, ao invés de chamar o eleito, chamar o suplente. Há também a justificativa de que abrindo espaço no legislativo dá oportunidade aos suplentes para que assumam.

 

Não há outra maneira de governar a não ser com os aliados, obviamente.

 

Portanto, o problema não estaria nessa questão pontual, fruto dos acordos partidários, mas nos conchavos políticos. E eles são oportunizados pela nossa legislação que permite aos partidos negociarem as siglas como mercadorias.

 

O problema está no sistema

 

Não adianta ficarmos condenando práticas que são decorrentes do sistema que está aí, esperando que a moralidade política aconteça como por milagre, apenas elegendo esse ou aquele. Todo o sistema e, por consequência quem o integra, está contaminado: do eleitor ao eleito. E nós nos permitimos enganar que pode ser diferente sem que lancemos mão dos remédios amargos, sem que façamos uma operação radicar para acabar com essas mazelas. E não serão os políticos que farão isso. Só vai acontecer quando o povo se levantar e decretar um basta. Mas o povo brasileiro é acomodado demais. Prefere sentar e reclamar a ir à luta!

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