Engenheiro agrônomo da Epagri, responsável pela coordenação do Projeto Queijo Artesanal Serrano em SC, Ulisses de Arruda Córdova contesta a informação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, Carlos Luiz Peron, de que os pequenos produtores estariam reclamando com relação ao custo da implantação da queijaria, da falta de fornecimento de exames de Brucelose pela Epagri e explica ainda que não há informação de queijaria que tenha fechado na região. Ulisses garante que a instalação da queijaria, incluindo os equipamentos é de aproximadamente R$ 30 mil e não R$ 50 mil como foi informado. “A Epagri encaminhou dois projetos para o Programa SC Rural, onde os produtores contemplados terão de desembolsar entre R$ 15 mil a 17 mil. Diz também que o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Artesanal Serrano, não permite o uso comum de queijarias e nem compra de leite de terceiros. Somente é permitido o uso de leite ordenhado na propriedade. Todos os produtores que possuem inspeção municipal em Lages e que irão construir queijarias foram capacitados recentemente em boas práticas agropecuárias e boas práticas de fabricação, conta o coordenador. E explica: “quanto a informação de que “foram instaladas 10 a doze queijarias que já fecharam as portas”, é desconhecida, sendo que a Epagri mantém uma equipe de 10 técnicos que atuam no Projeto da Região da Amures, em todos os municípios, e não sabemos onde estão essas queijarias “que já fecharam as portas””. Para o agrônomo, estudos técnicos da Epagri comprovam que um produtor com média de 5 kg diários, viabiliza a implantação de uma queijaria com o custo real de R$ 30 mil e uma renda bruta mensal de R$ 2.250,00 a 3.000,00. Conta que o Simpósio do Queijo Artesanal Serrano realizado recentemente, teve a participação de 300 pessoas interessadas e muitos estão se organizando em uma associação (Aproserra) para entrar nessa produção. A proposta da Epagri e instituições parceiras é legalizar a produção e comercialização do queijo artesanal serrano no maior número possível de propriedades. Não se discute a boa intenção da Epagri e nem a eficácia do projeto, mas me parece que para ter sucesso é preciso sintonia com o sindicato da Agricultura Familiar que representa o pequeno produtor rural. Justamente quem precisa do incentivo do governo para poder ampliar a renda de sua propriedade e viabilizar sua permanência no campo.
