A propaganda eleitoral no rádio e TV

 

 

Gostei do primeiro programa eleitoral dos candidatos ao governo, em especial dos três que lideram as pesquisas: Colombo, Bauer e Vignatti. O candidato do PT, Claúdio Vignatti, fez uma ode ao estado. Usando a linguagem dos cordéis, contou sua história e mostrou que não é apenas um candidato do oeste de Santa Catarina, mais um cidadão desse imenso estado. Paulo Bauer, candidato do PSDB, usou o recurso da música, cantando sua trajetória política. Nasceu em Blumenau, se projetou em Jaraguá, mas atuou em Joinville e elencou seus feitos como homem público. O candidato do PSD, Raimundo Colombo, traçou um paralelo entre a sua e a administração de Celso Ramos, que o antecedeu há 50 anos. Exibiu imagens antigas ressaltando que Celso Ramos, à época, mudou SC e, agora, ele está fazendo o mesmo. Além de citar o que Celso fez e o que ele está fazendo, Colombo deixou claro que suas ações estão apenas começando, uma vez que passou boa parte desse mandato administrando a crise. 

 

Cada um apela para o que pode

 

O espaço dos candidatos da proporcional nos reserva passagens hilárias, como daquele que trouxe para o vídeo até um espanador de pó. Daquela candidata que remete o eleitor ao seu facebook, para conhecê-la melhor. Do candidato a deputado federal que defende a liberação da maconha; da Bartira que representando os gays e lésbicas pede que vote nela e a procure depois para cobrar; do cacique Hyral, que de cocar na cabeça procura cooptar o voto do eleitor. E chama também a atenção os inúmeros doutores e doutoras que apelam aos títulos para convencerem que são os melhores. Ou ainda, daqueles que exibem aos slogans mais toscos, como esse: “ já que a eleição é uma fria, vote em quem entende do assunto: no Pinguim”.

 

Pinheiro entre os federais

 

Ainda me chamou atenção três outros fatos: primeiro que, embora candidato a deputado estadual, Luiz Carlos Pinheiro (PSDB) foi incluído entre os candidatos a federal.

 

Sem número nem palavras

 

Segundo: o candidato João Rodrigues não cita seu nome e nem o número de urna, e o candidato Cesar Souza não diz nenhuma palavra, apenas imagens de eleitores comemorando seu retorno às urnas.

 

De pai para filho

 

Terceiro: podemos constatar que também em SC a política e os cargos políticos são passados de pai para filho. Temos aí os Bornhausen, os Amin – pai e filho disputam uma mesma eleição: Esperidião a federal e João a estadual) e agora, os Wan-Dall (Blumenau) – o filho de Wilson, o Roni, é candidato a estadual, e os Pizzolatti. O deputado federal João Pizzolatti teve seu registro impugnado, mas já está transferindo seu espólio político para o filho que disputa uma vaga na Assembleia.

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