Um marco histórico
Com relação ao monumento a Getúlio Vargas, da praça João Ribeiro, as opiniões são controversas. Na enquete do Correio Lageano, a maioria opinou pela permanência. A questão, me parece, vai muito além do simples fato de impedir uma foto frontal da catedral, como muitos alegam para justificar sua retirada. Para isso basta dar um passinho para o lado que obterá o mesmo resultado. E nem precisaria disso se o objetivo for fazer um selfie para exibir no facebook.
É um marco histórico que ali foi colocado com o respaldo de lei municipal. Não pode ser a vontade de um grupo restrito de pessoas que vai dar-lhe destino diferente.
No mínimo exige uma consulta popular. E a questão também não se restringe à análise da personagem em questão: Getúlio Vargas.
O fato de ter sido um ditador, como alguns invocam, não lhe tira a importância no contexto da história do país e nem por isso será varrido da memória do povo. Foi ditador, sim! Mas, não podem questionar sua importante contribuição ao Brasil, a ponto de ser reverenciado anda hoje pelas siglas trabalhistas. Não é esse o caso.
O que me refiro é: o monumento marcou um momento político do município, onde a comunidade se organizou para marcar a sua morte e os feitos do líder nacional. Cujo ato marcou o fim de uma era. Naquele momento, sua figura era reverenciada em Lages e grande o número de getulistas que aqui residiam. Que fosse só para marcar isso já seria o bastante para justificar sua permanência.
