Lavando roupa suja
Até a semana passada, a vereadora Aidamar Hoffer estava tripudiando através das redes sociais o ato irregular aprovado pelos vereadores da situação que motivou a exoneração de funcionária da Câmara por determinação judicial.
Domingos levanta ação de Aidamar
O principal alvo foi o vereador Domingos que incomodado com a repercussão do fato, decidiu também remexer nas ações que tramitam na justiça envolvendo vereadores. Lá encontrou a ação movida pelo executivo, ainda na gestão passada, e que está na terceira estância, em Brasília, requerendo a devolução dos valores que Aidamar recebeu enquanto diretora auxiliar da Escola Itinerante, de horas in itineres (valor paga pelo tempo de deslocamento até o local do trabalho), a que os professores têm direito.
Esse pagamento representa quase 50% do valor do salário de um professor e só recebem àqueles que atuam na Escola Itinerante. Mas, a vereadora recebia-o, embora exercesse suas funções junto à secretaria da Educação e não no interior.
Por decisão do TRT, foi condenada a restituir aos cofres públicos R$ 91 mil. Contudo, recorreu, e a decisão final ainda não saiu.
Imagem do legislativo fica comprometida
Na briga entre professores-vereadores, Domingos disse que ela também estaria contribuindo para comprometer a imagem da categoria, portanto não poderia promover esse desgaste do legislativo. Aidamar contestou dizendo que: enquanto ele teria incorrido em uma improbidade administrativa, a sua ação não tem nada a ver com sua função legislativa.
‘“Eu não estou legislando em causa própria”, disse ela. Com isso, inauguram uma nova fase da Câmara de Vereadores onde passam a lavar roupa suja em público, transmitido ao vivo e a cores, pela TV Câmara. Vide recente discussão entre João Chagas e Marcius Machado quanto à falta de ética nas ações de alguns vereadores.
