
Na Coxilha Rica, na Serra Catarinense, o cenário de campos naturais preservados impressiona, mas é a experiência que transforma. Foi ali que natureza, movimento e protagonismo feminino se encontraram para celebrar o mês dedicado às mulheres. No domingo, 22 de março, mais de 300 participantes percorreram 10 quilômetros na Trilha da Mulher 2026, considerada a maior trilha de mulheres do Brasil, em uma experiência que ultrapassou o incentivo à atividade física e se consolidou como um espaço de encontro, troca e fortalecimento.
A iniciativa chega à sua quarta edição em ritmo de crescimento. Criado inicialmente como uma ação alusiva ao Dia da Mulher, o evento começou reunindo cerca de 50 participantes na primeira edição. No ano passado, foram aproximadamente 230 inscritas. Em 2026, o número ultrapassou 300 mulheres, consolidando a força e a expansão do movimento.
A proposta tem como um de seus propósitos o incentivo à atividade física, integrada ao bem-estar e aos bons relacionamentos, valorizando momentos de pausa e desconexão da rotina.
Nesse contexto, o Sebrae/SC participou, por meio do Sebrae Delas, da iniciativa que dialoga com pilares do movimento, como o “Eu”, voltado ao autoconhecimento, propósito e bem-estar, e o “Nós”, que valoriza as conexões e o fortalecimento de redes.
Para Mariana Bonella, gestora de projetos e interlocutora do programa na regional Serra Catarinense, iniciativas como essa fortalecem as mulheres ao promover conexão, troca e pertencimento. “A proposta cria espaços onde as mulheres possam se desligar da rotina, cuidar de si e se reconectar com outras pessoas, o que reflete diretamente na forma como conduzem seus negócios e suas vidas”, destaca.
A escolha da Coxilha Rica não é por acaso. O território é reconhecido como um dos mais singulares do Brasil, marcado por campos naturais preservados, relevância histórica ligada aos antigos caminhos de tropeiros e uma paisagem de grande escala, cada vez mais valorizada no cenário do turismo de experiência. Nos últimos anos, a região ganhou visibilidade nacional e internacional, atraindo visitantes interessados em vivências autênticas, natureza e cultura.
A experiência também foi marcada pelo acolhimento na Fazenda Lua Cheia, que recebeu as participantes ao final do percurso. O cuidado com os detalhes e o bem receber contribuíram para tornar o momento ainda mais especial. O trajeto foi estruturado com o apoio do proprietário Aldo Camargo, responsável por traçar a rota, garantindo segurança, organização e uma vivência integrada à paisagem da Coxilha Rica.
Para quem participou pela primeira vez, a experiência ganhou um significado ainda mais especial. A procuradora municipal Jordana Ramos de Moraes percorreu a trilha ao lado das amigas Janete, Patrícia e Franciele e encontrou, ao longo do caminho, mais do que esperava: acolhimento, pertencimento e uma paisagem que convida à contemplação. Já acostumada a trilhas, Jordana destaca que essa experiência foi diferente. Embora já conhecesse a Coxilha Rica, foi a primeira vez que participou da Trilha da Mulher, e a vivência ficará na memória. “Gosto de estar em contato com a natureza, observar os campos e imaginar que, em cada canto, existe uma história a ser contada, de alguém que por ali passou, como no caminho das tropas. E o mais especial foi estar entre mulheres, a energia é diferente, acolhedora. Mesmo vindo com amigas, me senti pertencente ao grupo do início ao fim”, relatou.

Capão Alto virou coxilha kkkk pra terem ido na coxilha de fato faltou muitos km
Verdade, Coxilha Rica é apenas Lages, não é Painel e não é Capão Alto, acredito que a secretária de Turismo vai deixar isso mais claro.
Parabéns, que venham outras caminhadas
Meu medo é que não houve uma integração global das mulheres, uma integração mais ampla, com o pessoal das minorias. Que está na moda hoje.