Topázio deixou o PSD e critica a “truculência” da ala de João Rodrigues

O anúncio da desfiliação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do PSD, confirma a implosão de uma das maiores forças políticas de SC. A saída, marcada por críticas à “truculência” da ala liderada por Chapecó, era o desfecho esperado após os movimentos de isolamento que o prefeito vinha sofrendo dentro da própria sigla.

Ao citar “truculência”, Topázio direciona o seu descontentamento diretamente ao grupo de João Rodrigues e à influência do ex-governador Jorge Bornhausen. O prefeito sente-se atropelado por um processo interno que, em vez de pacificar a sigla após a desistência de João Rodrigues ao Governo, optou por uma postura de confronto e ameaça de expulsão contra ele, especialmente após a sua aproximação com o governador Jorginho Mello.

A desfiliação coloca Topázio Neto na “vitrine” do mercado político, mas todos os sinais apontam para o PL de Jorginho Mello. A reunião entre Topázio e Jorginho no último domingo (15) já era o ensaio geral para esta saída.  Para o governador, ter o prefeito da capital no seu partido é um trunfo estratégico para a sua reeleição.

O PSD, que até poucas semanas era visto como o grande favorito para 2026, agora enfrenta uma crise de identidade:  O presidente da Alesc, Júlio Garcia que era visto como o “pacificador”, agora terá o desafio de evitar que a saída de Topázio gere um efeito dominó, levando outros prefeitos e deputados a reconsiderarem a sua permanência na sigla.

Este movimento de Topázio é a peça que faltava para confirmar que o PSD, ao tentar “limpar a casa” para um novo nome, acabou por abrir uma fenda por onde o governo está a avançar com força total.

Deixe um comentário