O assunto vem bem a propósito considerando que estamos a pouco mais de uma semana do Dia de Finados. Refiro-me a questão levantada pelo vereador João Maria Chagas quando a preocupação com o custo do sepultamento nos cemitérios locais.
Aumento de 400%
Dizia ele, dias desses, na Câmara, que não sai por menos de R$ 4.300,00 pois, “um terreno na Penha está custando R$ 1.800,00 e o caixão não sai por menos de R$ 2.500,00. Na administração passada houve um aumento de 400% no preço da concessão dos terrenos,” reclamou Chagas.
Falou inclusive da qualidade dos caixões cedidos pela prefeitura: “se o defunto fosse meio gordo era preciso amarrar para não cair com tudo” contou ele.

Deve ter sido verdade, pois Chagas trabalhava na Secretaria do Meio Ambiente naquele período.
Máfia do cemitério
O vereador Luiz Marin contestou uma vez que foi em sua gestão no Meio Ambiente que ouve o reajuste. Explicou que as famílias enlutadas eram exploradas quando procuravam um terreno no cemitério da Penha.

“Havia pessoas que compravam a concessão de vários terrenos, que custavam apenas R$ 49,00 e acabavam vendendo por dois, três e até quatro mil para as famílias que iam procurar espaço. Esse reajuste foi feito para acabar com essa Máfia do Cemitério”, disse Marin.
Mas não significou que as famílias carentes ficassem desassistidas pelo poder público. “Fechamos um acordo com o Cemitério da Paz para enterrar lá os carentes sem nenhum custo para a família”, garantiu Marin, observando também que na ocasião foram feitas as carneiras verticais, ou gavetas, que são cedidas gratuitamente. Esse assunto ganhou espaço nas emissoras de rádio locais por diversas vezes nas duas últimas semanas.