Eu pensei que a campanha “Serrano vota em serrano” não iria ser reeditada este ano, uma vez que o processo eleitoral já está em andamento e até agora não havia nenhuma manifestação na Acil, órgão idealizador da campanha. Mas, eis que na segunda-feira, o conselheiro consultivo da associação, Malek Ráu Dabbous, apresentou à diretoria para aprovação, a campanha “Vote pela Serra Catarinense”. O título da ação foi levemente alterado assim como também tornou-se mais abrangente sua proposta.
O principal foco é o voto consciente e, tem como objetivos conscientizar a população sobre a importância de exercer sua cidadania, não votar em branco, não anular e não vender seu voto, analisar o histórico de cada candidato e suas propostas para a melhoria de vida da coletividade e, principalmente, se o candidato é comprometido com a Serra Catarinense. Malek Dabbous explicou que “é preciso esclarecer as pessoas que se mais de 50% dos eleitores votar em branco não irá anular as eleições”.
Isso porque esta ideia está sendo disseminada pelas redes sociais como forma de protesto pela falta de confiança nos candidatos postos para acabar com estado de corrupção vigente. É preciso combate-la através do esclarecimento dos eleitores.
Em segundo lugar também se faz necessário explicar ao eleitor as consequências da venda do voto. Além de estar colaborando para manter este sistema ilegal, os eleitores que vendem o voto estão colaborando para manter este estado de corrupção que vivemos hoje. Não haverá mudança se continuar alimentando estes políticos corruptos.
Todo o político que compra voto vai depois querer se ressarcir passando a mão no dinheiro público. Se não tivesse a certeza de repor o dinheiro que gastou não iria bancar a compra de votos. Este mesmo eleitor que aceita vender o voto, obviamente que a ele também não importa a ficha do candidato e muito menos vai analisar suas propostas. É este tipo de eleitor – que infelizmente são muitos – acabam elegendo aqueles que se perpetuam no poder independente de quão longa seja sua ficha criminal.
Portanto, a campanha que a Acil pretende desencadear a partir de agora deveria ser feita não apenas durante a campanha eleitoral, mas de forma permanente para mudar de vez o comportamento da grande maioria dos eleitores.