Casas asilares pedem maior apoio financeiro do poder público.

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Na tarde de ontem (21), o prefeito Ceron recebeu lideranças das três casas asilares de Lages – Asilo Vicentino (bairro Brusque), Lar Menino Deus/Bem Viver (Petrópolis) e Sociedade de Assistência Social, Educacional e de Apoio aos Desamparados de Lages (Saseadla)/Lar dos Idosos (Promorar), que relataram as dificuldades para manter folha de pagamento em dia e os serviços essenciais aos idosos.

Até o ano passado elas recebiam recursos da administração pública, mas com o Marco Regulatório esta verba foi cortada.

Um novo Termo de Colaboração foi firmado com os asilos, obedecendo-se às regras criteriosamente, e se estabeleceu o valor per capita de R$ 146,50 mensalmente, sendo que a totalidade varia conforme o número de idosos em cada uma das três entidades.

ponto.jpgNo Asilo Vicentino, cujo presidente é George De Bona, estão 81 idosos, atendidos por 33 funcionários.

ponto.jpgNo Menino Deus estão 53 idosos, com 21 colaboradores diretos mais nove indiretos contratados. Neste, a presidência está com Juares Paulino. 

ponto.jpgJá no Saseadla são amparados 32 idosos, assistidos por 22 funcionários. O diretor executivo é Daniel Rengel. Com atenção à terceira idade, em cada um destes espaços estão homens e mulheres com idade a partir dos 60 anos até superior aos 100. 

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No caso do Asilo Lar Menino Deus são R$ 8.125 mensais repassados pelo Município, multiplicados por oito parcelas, alcançando R$ 65 mil, um fôlego expressivo nos cofres da instituição na promoção social destes cidadãos que aprendem noções de autocuidado diariamente e estão protegidos da vulnerabilidade e do abandono. Os gastos de um idoso permeiam mensalmente entre R$ 1.600 e R$ 1.800. A cada mês, as casas asilares se deparam com uma despesa de R$ 58 a R$ 65 mil.

“Os nossos custos subiram e as receitas desceram”, queixa-se Rengel, diretor do Saseadla, fundada há 24 anos pelo pastor evangélico Adayr Mendes.

 

“Enquanto gestor público compreendo perfeitamente os problemas financeiros enfrentados pelas casas asilares. Mas as prefeituras também estão encarando sérias divergências entre o que se gera de tributos e o que se gasta para manter equipe motivada e serviços em andamento. E é assim, com diálogo, que se encontram saídas paliativas e, se for o caso, permanentes para bem atender a população de todas as faixas etárias de Lages”, pontua Ceron

Fotos: Greik Pacheco  

 

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