
A principal preocupáção do Gabinete de Crise que se reuniu hoje pela primeira vez é a manutenção dos serviços essenciais. Para o prefeito Ceron, além de garantir o atendimento por parte dos órgãos públicos e instituições, é dar suporte à comunidade que está sofrendo as consequências do movimento.
O ponto mais crítico, além da falta de combustível, é o desabastecimento de gás de cozinha e a escassez de alimentos nos supermercados, que começa a dar sinais de agravamento, caso a paralisação se estenda ao longo dos dias.
Algumas providências serão tomadas, junto ao Ministério Público, para que as cargas de gás cheguem à cidade, nem que para isso seja necessária a escolta das forças de segurança.

O Coronel Moacir Gomes, do 6° Batalhão de Polícia Militar (BPM), afirma que até agora foram realizadas aproximadamente 20 escoltas de caminhões carregados com insumos na região. Está sendo dada prioridade a materiais hospitalares, gás de cozinha e insumos para o agronegócio.
A liberação de gasolina para a comunidade, abastecendo quatro postos: Ouro Preto, Duque, Ampessam e o posto Peruzzo. “Hoje o cenário é diferente e tivemos resposta negativa, pois alguns líderes entenderam que esta liberação enfraquece o movimento. A orientação é para que não sejam usadas forças de segurança e as negociações sejam na base do diálogo”, afirma.
A Procuradoria do Município acompanha atentamente medidas judiciais intentadas por entidades representativas das distribuidoras de postos de combustíveis, e se necessário entrará com medidas judiciais na defesa dos interesses do município.
Fotos: Greik Pacheco