
"Ao invés de ficar esperando virem me perguntar, vou atrás esclarecer".
Antônio Gavazzoni
Está declaração foi feita pelo ex-secretário da Fazenda, após as delações da JBS que envolve seu nome. Ele estava em viagem a Espanha quando soube da delação e ao retornar a primeira medida foi pedir a exoneração.
Esta declaração define o homem e o que transmite só me provoca admiração. É um homem com brios a zelar.

Já o governador Raimundo Colombo, pela primeira vez, ontem (22) tocou nas acusações feitas pelo delator da JBS, e pela primeira vez na história perdeu a paciência, chamando o diretor da JBS Ricardo Saud de VAGABUNDO.
Para ele, Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais e governo na holding J&F, que controla a JBS, não tem provas sobre as afirmações que fez.
"Um delator, sob pressão, ele vende a mãe. E foi exatamente o que esse sujeito fez. Não há nenhuma prova, é de uma irresponsabilidade absurda. Eu espero que seja tratada com a responsabilidade que nós merecemos", disse Colombo.
Na gravação da delação, feita no dia 5 de maio, o delator afirma que foram pagos R$ 10 milhões em propina para a campanha de Colombo nas eleições de 2014. O objetivo, segundo Saud, era obter facilidades na licitação para comprar a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).
Colombo lembrou que a Casan não foi vendida e, se fosse, seria através da Bolsa de Valores. Disse ainda que que tem 40 anos de vida pública e nunca sofreu um processo sequer.
Nesta última pegou mal. Qual é o administrador público que não sofreu alguma ação ao longo da vida? E sabemos que Colombo como, os demais, teve de responder algumas questões na justiça, sim.