
Para driblar a crise, o prefeito reeleito de Otacílio Costa, Luiz Carlos Xavier, Tio Ligas, traçou um plano a ser seguido nos 150 primeiros dias de seu governo.
E, deverá tocar a prefeitura com apenas 40% dos cargos comissionados preenchidos.
Aliás, não há um só prefeito eleito este ano que não tenha como determinação administrativa o enxugamento da máquina.
Em Lages haverá redução de secretarias e comissionados, assim como em praticamente todos as prefeituras da Serra e do estado.

Alguns até radicalizando, como o prefeito eleito de Anita Garibaldi, João Cidinei da Silva, que não vai nomear nenhum secretário nesta primeira fase administrativa. Nem é uma opção ou idealismo. Mas pura necessidade, se quiserem administrar com eficiência e mesmo fazer alguma coisa nestes próximos quatro anos.
Prefeituras viraram "cabides de emprego"
Foi preciso vivermos esta crise política, financeira e moral, pela qual passamos para nos mostrar que as prefeituras se transformaram em “cabides de emprego”, com estruturas que vão muito além do que precisam para tocar as ações que lhes competem.
Ficou tão caro para tocar a máquina administrativa que, mesmo com salários inferiores ao pago na iniciativa privada, o comprometimento da receita para com a folha de pagamentos, em muitos casos, chega a ultrapassar o percentual legal. Isso quando ainda não terceirizam os serviços.
Realmente, que necessidade tem uma prefeitura de contar com mais de 20 secretarias?
Por que a pequena Palmeira teria 12 secretarias?
Em Lages tem um servidor para cada 30 habitantes
Isso sem contar o quadro de servidores efetivos que, também foi inchando ao longo dos últimos anos a ponto de Lages contar hoje com 5.300 (um servidor para cada 30 habitantes) funcionários ou, mesmo uma prefeitura como de Otacílio Costa, chegar próximo a dois mil servidores (na administração passada tinha mais de dois mil).