Segundo o que reza o Estatuto da Cidade, para se instalar um projeto como do Condomínio Lages Business Park é preciso fazer uma consulta à comunidade onde o empreendimento estará inserido.

Para avaliar com os moradores o impacto gerado. Como o espaço em que o empreendimento ocupará fica no distrito de Índios, nesta quinta-feira será feita uma audiência pública naquela comunidade.
A previsão é de que uma vez instalado o condomínio, toda aquela região de Índios experimentará um crescimento muito grande, pois atrairá para lá um número considerável de pessoas.

A previsão é de que, quando concluído, contará com mais de 10 mil pessoas atuando no Business Park. Isso exigiria uma revisão do Plano Diretor de Lages, evitando que se tenha um crescimento desordenado naquele distrito.

Como isso não é possível, segundo o secretário do Planejamento, Jorge Raineski, porque não há tempo, está sendo elaborado apenas o Plano Diretor de Índios, dentro do novo conceito de urbanismo que une moradia, trabalho, estudo e lazer em um mesmo local.
Nos moldes do que foi feito no novo bairro Pedra Branca, de Palhoça. Projeto que nasceu em 2000, com o empresário Valério Gomes Neto e que hoje é o melhor lugar para se viver em Santa Catarina. Vários empresários investiram na ideia e o projeto começou a ser implantado em 2010.
Alguém poderia dizer que isso é puramente utopia para Lages. Mas não é! Basta dar uma olhada no que está acontecendo em outros locais para saber que isso já está latente e é real: a sustentabilidade urbana. Além de que, não se vai a lugar algum se não acreditar que pode fazer melhor e sonhar com mais. Uma administração moderna tem de estar atenta e ter visão de futuro. Agir como animadora do processo.