A tentativa do impeachment da presidente Dilma cria um clima de instabilidade no país inimaginável. O problema fica mais nebuloso ainda se considerarmos a sua sucessão no cargo.
Segundo a legislação, se o impeachment ocorrer antes da metade do mandato, assume temporariamente quem estiver em primeiro lugar na linha sucessória, até que se organizem novas eleições. Esse é o grande desejo dos tucanos.
Quem sucede Dilma?
Obviamente que o sucessor natural é o vice-presidente, Michel Temer, contudo há um entendimento de que o processo de cassação, nos moldes em que se encaminha, atinge a ambos, presidente e vice, pois o poder concedido a eles é único, tanto que o voto que recebem é uno. Não há votação para escolha do presidente e outra para o vice.
Se ambos forem afastados, o governo fica com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estaria também impedido em vista de seu envolvimento nos recentes escândalos.
Estando impedido, recai então a responsabilidade ao deputado mais votado, que seria Celso Russomano (PRB), e que também pode ser impedimento porque também tem processo que pesa sobre ele.
O terceiro na linha de sucessão entre os deputados estaria ….. Tiririca.
É obvio que a cada uma dessas situações haveria amplo debate e inumeráveis teses juríticas a serem consideradas. Mas…

Já imaginaram sermos governador pelo Tiririca?