Proposta do governo é levar o Samu para o Corpo de Bombeiros

 

 

No Rio Grande do Sul o Samu está quase parando pois, como não está havendo o repasse dos recursos, o governo atrasou os salários. Aqui também caminhamos para a desativação da atual estrutura.

 

Primeira medida já foi tomada

Inicialmente foi feito ajuste para reduzir as despesas muito altas da operacionalidade, fechando as oito centrais de atendimento para permanecer apenas uma, centralizada na capital. Falava-se em uma economia de R$ 2 milhões por mês.

 

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Segue o processo de remodelação

 

Medida implementada, mesmo sob protesto dos municípios. Agora o governo do estado informa que haverá uma nova etapa de remodelação do Samu. Será a transferência do atendimento de urgência ao Corpo de Bombeiros, “porque o estado não tem mais condições de bancar os R$ 120 milhões pagos anualmente à empresa que administra o Samu: a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina”. Isso nos foi revelado pelo secretário da Saúde, João Paulo Kleinübing somente agora, mas obviamente, estava previsto desde o início.

Quero dizer que a ideia não é ruim e digo também que o atendimento ficará mais eficiente porque o Corpo de Bombeiros sempre prestou esse serviço à população com uma resposta muito mais rápida, inclusive. O que será preciso garantir é que disponha de equipamentos para tal e amplie sua equipe com médicos e enfermeiros. Mas, que o comando fique com os bombeiros. Somente quando o cinto aperta se busca alternativas e contata-se que é possível fazer muito mais com menos.

 

Muito dinheiro para administrar o Samu

Nos parece absurdo que hoje essa tal de Sociedade Paulista fature R$ 120 milhões por ano para apenas administrar o Samu em SC. Se os Bombeiros sempre fizeram o trabalho de atendimento emergencial – e continua fazendo na falha do Samu – porque desde o início não se aproveitou essa estrutura existente para incrementar o atendimento urgente?

Foi preciso criar uma estrutura paralela, custando milhões aos cofres públicos a ponto de ficar comprometido na primeira crise. Encarece a estrutura de tal forma que a torna impraticável. Falta racionalidade dos administradores para equacionar gastos e otimizar recursos. Práticas que só recorrem quando o dinheiro fica curto demais.

 

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