O índice de confiança nos números do IBGE vem caindo nos últimos anos e são questionáveis as variáveis que o instituto toma para fazer o cálculo estimativo do crescimento populacional (observa a tendência de crescimento populacional do município, entre dois Censos Demográficos consecutivos). Mais uma vez nos surpreendemos ao nos deparar com os números divulgados pelo Correio Lageano de ontem, quanto a total da população dos municípios serranos.
Pela estimativa, de 2010 para cá os 18 municípios da Serra ganharam apenas 3.899 habitantes a mais. Em Lages o crescimento populacional foi de 2005 pessoas em relação há cinco anos atrás. Tínhamos 156.727 e temos hoje 158.732 habitantes.

Secretário Raineski apresentou os número do georreferenciamento o prefeito Toni
Como observa o secretário de Planejamento, Jorge Raineski, Lages não teve crescimento por migração, mas só o crescimento vegetativo, ou seja, da taxa de natalidade, seguramente nos coloca no patamar dos 180 mil habitantes, calcula ele.
E, para chegar a essa estimativa, o arquiteto toma alguns parâmetros e números concretos. Especialmente o levantamento que está sendo feito através do Georreferenciamento em execução.
Embora o levantamento ainda tenha coberto 85% da área da cidade, já foram contabilizados 87.667 imóveis. Raineski acredita que deverá chegar ao total de 105 mil imóveis.
Considerando que, em média mais de 80% são moradias e, diante de todas as possibilidades, incluindo de que aqui muitas pessoas moram sozinhas, não fecham com as contas do IBGE, mesmo que “sejamos a Capital Nacional do Solteiro”, diz o secretário.
Frota também é uma referência
Outro parâmetro que nos faz duvidar dos dados do instituto é o número de automóveis em circulação na cidade. Agora em agosto ultrapassou aos 100 mil.
Passa de um automóvel por cada habitante adulto, se são hoje 158 mil o total da população. Claro que a preocupação do secretário é a mesma de todos: a informação do IBGE acaba prejudicando, visto que a população é referência para o Fundo de Participação dos Municípios e o rateio do retorno do ICMS.