Enquanto nos bastidores dos partidos já começaram as articulações para a eleição do ano que vem, a deputada federal, Carmen Zanotto se mantém longe desse tema, se concentrando nas atividades da Câmara dos Deputados.
Vai ampliando sua participação na mesa das discussões dos temas relevantes para a política nacional e também na saúde, área que conhece bem.
Se por um lado sua proposta para a criação das cotas de participação das mulheres nas várias instâncias do legislativo foi derrotada, outras questões avançam e até lhe permitem frequentar as antessalas dos ministérios com desenvoltura.
Deputada manterá a mesma postura: alheia as disputas locais
Carmem deverá manter essa mesma postura – alheia ao debate local e alianças – até quando a situação lhe permitir.
A fusão de seu partido (PPS) com o PSB anda a passos lentos, porque as lideranças entendem ser necessário ainda corrigir rumos e há também as mudanças da legislação eleitoral em curso.
Mas, a orientação nacional é para que os partidos (PPS e PSB) se aproximem, formando alianças nas eleições municipais.
Relação com o PSD
O pré-candidato do PSD a prefeito, Antônio Ceron já antecipou que deverá ter o PMDB e aliados como adversários. Mas, nesse quadro não visualiza a Carmen como candidata. Informações de bastidores também apontam que a deputada não concorreria contra o PSD, por questão de respeito ao governador Colombo que ainda não descarta a possibilidade de que venha integrar o PSD um dia.
Nesse momento, Carmen seria o nome mais forte da coligação que detém o poder municipal para enfrentar Antônio Ceron. Não sendo ela a candidata, e nem o prefeito interino Toni Duarte, fica difícil antever essa disputa. Mesmo que se feche uma aliança entre o PPS e o PSB, em nível local, também não contribuiria para fechar o quadro. Até a eleição anterior, o PSB contava com o ex-deputado Sérgio Godinho que poderia, eventualmente, ser uma alternativa de candidatura, mas esse também já se debandeou para outras plagas.